A discussão sobre a presidência da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) para o próximo biênio envolve posições distintas entre representantes do PT e do MDB, partidos que possuem as maiores bancadas da Casa.
O deputado estadual e presidente do PT no Piauí, Fábio Novo, defende a alternância no comando do Legislativo e afirma ser contrário à reeleição para o cargo. Já o deputado Coronel Carlos Augusto (MDB) considera legítima a possibilidade de o atual presidente, Severo Eulálio (MDB), permanecer no comando da Casa por mais dois anos, sem que isso represente uma quebra do acordo político firmado entre as siglas.
Fábio Novo afirmou ser contra reeleição e que a alternância permite que outros parlamentares também tenham a oportunidade de assumir a presidência da Assembleia.
“Eu sou contra qualquer tipo de reeleição no parlamento [...] Sou a favor de que nós não tenhamos reeleição em tempo nenhum, para que nós tenhamos a possibilidade da alternância, de que qualquer parlamentar possa também um dia almejar chegar à presidência da Casa”, declarou.
Apesar da posição pessoal, o petista afirmou que a decisão precisa considerar a vontade da maioria da bancada. Segundo ele, há uma tendência entre os deputados do PT de apoiar a permanência de Severo no primeiro biênio, deixando a presidência para a federação PT/PV/PCdoB no período seguinte.
“A minha posição pessoal continua sendo a mesma, mas é preciso ouvir a maioria da bancada. A maioria da bancada do PT tem uma tendência de manter neste primeiro biênio o nome do deputado Severo e, no último biênio, seriam os dois anos que viriam para o PT”, afirmou.
Deputado do MDB
Na avaliação do Coronel Carlos Augusto, não existe quebra do acordo caso Severo Eulálio permaneça no cargo por mais um mandato. De acordo com o parlamentar, o entendimento firmado anteriormente previa dois anos de presidência para cada partido durante uma legislatura.
“O deputado Severo Eulário permanecendo nessa casa, não há uma mudança de acordo. O que foi feito lá atrás foi para uma legislatura, dois anos do MDB e dois anos do Partido dos Trabalhadores. Primeiro foi o Partido dos Trabalhadores e depois foi o Severo. Ele tem o direito, por ser de uma legislatura para outra, de permanecer presidente. ”.
Carlos Augusto acrescentou que a continuidade do atual presidente pode garantir estabilidade à Assembleia e que a alternância entre os partidos poderá ocorrer nos dois anos seguintes.
“Se tem a possibilidade e a legislação permite que ele continue mais dois anos e que os próximos dois anos alterne, acredito que não tem nenhum problema. É uma questão interna da Casa, de acordo dos deputados. Acredito que está bem encaminhado para o nosso presidente continuar por mais dois anos”, concluiu.



