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Hugo Motta critica novas tarifas dos EUA e defende economia brasileira

Presidente da Câmara dos Deputados diz que medidas prejudicam economia e cita Lei da Reciprocidade.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), criticou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (17), o parlamentar manifestou repúdio às medidas impostas pelo governo norte-americano e afirmou que o Parlamento brasileiro defende o diálogo entre países, mas discorda do uso de barreiras comerciais como forma de pressão política.

"Manifesto meu repúdio à decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. O Parlamento brasileiro apoia o diálogo respeitoso entre nações soberanas, mas discorda do uso de barreiras comerciais como instrumento de ingerência ou pressão política."

Hugo Motta (Foto:Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)


Motta citou ainda a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional, como instrumento para proteger interesses do Brasil diante de medidas adotadas por outros países. Para ele, decisão de Trump agride o livre-comércio e a soberania brasileira, e é injustificável.

"Medidas unilaterais e protecionistas como essas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no país. Não há justificativa técnica ou comercial que legitime essa agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira. ", disse Motta em trecho da nota. 

O presidente afirmou ainda que a Câmara dos Deputados  vai acompanhar os desdobramentos da decisão norte-americana. "O Brasil permanece unido na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, sobretudo, dos empregos dos brasileiros", reforçou.

Confira a nota completa 

Manifesto meu repúdio à decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. O Parlamento brasileiro apoia o diálogo respeitoso entre nações soberanas, mas discorda do uso de barreiras comerciais como instrumento de ingerência ou pressão política. Contamos com a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso, como instrumento legítimo de defesa dos interesses nacionais.

Medidas unilaterais e protecionistas como essas prejudicam a economia, ameaçam empregos e penalizam setores produtivos estratégicos que geram renda e desenvolvimento no país. Não há justificativa técnica ou comercial que legitime essa agressão ao livre-comércio e à soberania brasileira.

A Câmara dos Deputados acompanhará de perto os desdobramentos e atuará com responsabilidade e firmeza na defesa dos interesses do país. O Brasil permanece unido na proteção de seu setor produtivo, de seus exportadores e, sobretudo, dos empregos dos brasileiros.

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