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Gustavo Almeida

Draga Alana: o vereador que vai precisar de três anos para avaliar uma gestão

Parlamentar afirma que um ano e meio ainda é pouco para fazer considerações sobre a administração de Silvio Mendes.

Draga Alana (Foto: Laura Cardoso/DitoIsto)

O vereador Eduardo Draga Alana (PSD) acha que ainda é cedo para se fazer uma avaliação da gestão do prefeito Silvio Mendes (União Brasil), em Teresina. Na concepção do parlamentar, só será mais adequado avaliar o desempenho de Silvio com dois ou, pasmem, com três anos de mandato do atual gestor municipal.

“Tem um ano e meio de gestão. Eu acredito que após os dois ou três anos de gestão é que já tenha como a gente tirar uma definição do que foi feito pelo Dr. Silvio. Agora, nesse momento, não dá só para criticar, tem que acompanhar, vistoriar e dar soluções através do diálogo para a gente seguir rumo a uma Teresina melhor.”, disse ele

Foi com esse mesmo discurso que a maioria dos vereadores de Teresina ficou três anos – alguns até mais que isso – apoiando a desastrosa gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa, mesmo diante da hecatombe administrativa que se teve ao longo dos quatro anos do mandato. O governo de Dr. Pessoa foi igual (leia-se ruim) do primeiro até o último mês. 

Embora a gestão de Silvio Mendes ainda não tenha mostrado a que veio e esteja cheia de problemas que ele prometeu resolver e ainda não resolveu, não se trata, aqui, de querer estabelecer comparativo entre a gestão passada e a atual. Seria forçoso colocar as duas na mesma balança. Trata-se, porém, de observar, a partir da declaração de Draga Alana, o comportamento tacanho dos nossos representantes. Na Assembleia Legislativa não é diferente.

Mesmo investidos de um mandato conferido pelo povo, eles nunca querem se comprometer com quem está no poder. Em palavras claras, a maioria dos nossos parlamentares atuais, na Câmara e na Alepi, é composta de frouxos.

Um vereador ou deputado está apto a avaliar uma gestão em qualquer tempo, do primeiro ao último mês. Uma administração pode piorar ou melhorar em seu transcurso, enfrentar momentos bons e outros ruins, mas a avaliação sobre ela é cabível (e necessária) o tempo todo.

Quando um político espera chegar o penúltimo ano de uma gestão para poder avaliá-la, é sinal de que ele não cumpriu o seu papel de fiscalizador em todos os anos anteriores. 

Um ano e meio é tempo demais, senhor Draga Alana!

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