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Gustavo Almeida

O bipartidarismo de Rafael Fonteles

Petista veta pluralidade partidária no seu palanque de reeleição.

Rafael Fonteles (Foto: Laura Cardoso/DitoIsto)

De 1966 até 1979 vigorou no Brasil o bipartidarismo, sistema em que apenas dois partidos políticos eram “permitidos” pela Ditadura Militar. Tudo teve origem no Ato Institucional nº 2 (AI-2), que extinguiu todos os partidos até então existentes e estabeleceu regras que forçaram a formação de apenas duas agremiações: Arena e MDB. A medida autoritária fortaleceu o Poder Executivo e enfraqueceu o Legislativo.

No Piauí, na base aliada do governador Rafael Fonteles (PT), não foi baixado nenhum Ato Institucional nº 2, mas o petista tem feito seus aliados engolirem a ideia de ter apenas dois partidos na disputa por vagas em 2026 na Assembleia Legislativa (PT e MDB) e na Câmara dos Deputados (PT e PSD). Fonteles só quer dois partidos em cada chapa proporcional, sendo o PT dele com presença garantida nas duas composições.

A ideia agrada uns e preocupa outros. Os que têm muitos votos para se eleger em qualquer partido não se preocupam tanto, mas os que vivem sentindo o cheirinho da porca estão bastante temerosos e rezando para o governador mudar de ideia. A turma dos preocupados prefere o pluripartidarismo assegurado pela Constituição Federal de 1988, porém, vetado na cartilha política de Rafael.

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