O prefeito de São Raimundo Nonato, Rogério Castro (MDB), assumiu a gestão do município tendo um enorme desafio pela frente: superar as gestões da sua antecessora, a ex-prefeita Carmelita Castro, de quem fora vice-prefeito no segundo mandato e com quem rompeu para se lançar candidato pela oposição. Contou com apoio decisivo da tradicional família Ferreira. Sozinho, Rogério não teria a mínima chance, apesar de ter um padrinho político poderoso, o seu primo e senador Marcelo Castro (MDB).
Rogério venceu a eleição, mas a disputa, mesmo sendo contra um neófito na política, foi dura. Ele derrotou Isaías Neto (PT), nome lançado e apoiado por Carmelita.
Mesmo após terem se tornado adversários do grupo de Carmelita, Rogério e o senador Marcelo sempre reconheceram que as gestões da antiga aliada foram boas e muito bem avaliadas pela população de São Raimundo Nonato. Esse reconhecimento tinha duas razões óbvias: o primeiro é que Rogério e Marcelo rasgavam elogios à gestão de Carmelita até um ano antes da eleição e mudar de ideia às vésperas do pleito pegaria muito mal. O segundo é que não se podia brigar com os números: a gestão de Carmelita tinha alta avaliação em qualquer pesquisa que se fizesse.
Como dito, Rogério assumiu o mandato tendo o grande desafio de não ficar para trás na comparação com a antecessora. Mas, passado um ano e meio, ele ainda não conseguiu mostrar a que veio. Sua gestão patina.
Entre os tantos relatos recebidos pela coluna sobre a administração atual, há, inclusive, o de que problemas básicos que tinham sido resolvidos na gestão de Carmelita estão de volta, como na zeladoria da cidade. Há relatos - e imagens - de esgotos a céu aberto e lixo acumulado nas ruas.
Apesar dos problemas, o prefeito segue arrotando confiança de que vai dar show como cabo eleitoral nas eleições deste ano. Há alguns meses, falou numa rádio que dará mais de 15 mil votos para o ex-prefeito Avelar Ferreira, que é pré-candidato a deputado estadual. Não bastasse isso, disse que “vai deixar” o atual deputado estadual Hélio Isaías (PT), marido da ex-prefeito Carmelita, ter no máximo 4 mil votos na cidade. Hélio foi o deputado mais votado de São Raimundo nos últimos pleitos estaduais, embora nem ele tenha chegado perto de 15 mil votos.
Se o desafio de superar seus rivais já era enorme para Rogério antes mesmo de sentar na cadeira de prefeito, agora, com esse desempenho como gestor, sua tarefa se revela ainda mais hercúlea. É mais prudente ele já começar a pensar no seu próprio futuro eleitoral em 2028, e, para isso, precisa começar a trabalhar mais e mostrar resultados.







