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Gustavo Almeida

O drama da seca no Piauí: aspectos de um passado atual

Embora tenha havido muitos avanços na melhoria de vida no semiárido, algumas manchetes do século passado se repetem no século XXI.

Capa do jornal O Estado, em 31 de março de 1979

Passam-se os anos, passam-se as décadas e o problema está lá. Os efeitos da seca continuam a ser uma chaga na vida dos sertanejos que vivem no semiárido piauiense.

É preciso reconhecer que houve muitos avanços na assistência ao povo do sertão e na melhoria da qualidade de vida no semiárido. Muita coisa mudou para melhor nos rincões do Piauí, fruto de ações de diferentes governos e mesmo pelo avanço que, inevitavelmente, o passar do tempo se encarregaria de proporcionar à essa região.

Contudo, é também inegável que o poder público, de um modo geral, tem fracassado vergonhosamente no enfrentamento aos efeitos da seca no semiárido. Nesta publicação, o DitoIsto resgata duas manchetes do extinto jornal piauiense O Estado, uma de 31 de março de 1979 e outra de 19 de abril daquele mesmo ano.

Jornal O Estado, em 19 de abril de 1979

Quase 50 anos depois, prefeitos de cidades do interior continuam a pedir socorro aos governos estadual e federal para enfrentar a calamidade da seca. Sertanejos já não comem mais raízes nem camaleão para matar a fome, mas até hoje o semiárido convive com a humilhante escassez de água.

Até quando manchetes como essas continuarão a ser destaque na imprensa? Até quando o poder público, os governantes e a classe política de modo geral vão seguir fazendo pouco caso do problema da falta d'água no semiárido?

Até quando?

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