O senador Marcelo Castro (MDB) gosta de fazer projeções políticas usando frases de efeito. Nas eleições de 2024 em Teresina, durante um evento do MDB, o experiente emedebista afirmou que a eleição do petista Fábio Novo “estava no papo”. Novo perdeu no 1º turno para Silvio Mendes, com mais de 40 mil votos de diferença.
Em 2022, em áudios de WhatsApp com análises feitas por Marcelo e espalhados pela comunicação da campanha governista, o senador do MDB comentava a disputa pelo governo entre Rafael Fonteles e Silvio Mendes, mas, sobre a disputa para senador, dizia que Wellington Dias (PT) “não tinha adversário”. Ignorava o oponente Joel Rodrigues (Progressistas) e nem se dava ao luxo de fazer uma análise da disputa pelo Senado.
Quando as urnas se abriram, Joel deu um acocho em Wellington que até hoje os petistas mais apaixonados têm calafrios ao lembrar daquela eletrizante apuração. O candidato do Progressistas colocou 83 mil votos de maioria sobre Wellington em Teresina, venceu em diversas cidades do interior e, por muito pouco, não impôs uma derrota histórica ao candidato do PT. Diferente do que projetava Marcelo, Wellington tinha um adversário.
Agora, já projetando a refrega eleitoral de 2026, o senador do MDB avalia que o governador Rafael Fonteles (PT) está “nadando em céu de brigadeiro”. Segundo ele, as atenções para a disputa do próximo ano vão se voltar para a corrida pelo Senado, na qual ele, Ciro Nogueira (Progressistas) e Júlio César (PSD) são os principais nomes na briga pelas duas vagas. Embora pregue respeito à oposição, Marcelo não vê cenário que ameace a reeleição do governador Rafael Fonteles, de quem é um forte aliado.
De fato, o cenário de momento – e é bom que se faça essa ponderação – aponta para uma reeleição aparentemente tranquila do governador. Mas, se levarmos em consideração o histórico recente de projeções feitas pelo senador Marcelo Castro, talvez os pretensos adversários de Rafael já tenham algum motivo para sonhar.







