A semana que termina não foi boa para o vice-governador do Piauí Themístocles Filho (MDB). A confirmação do secretário de Educação Washington Bandeira de que foi chamado para uma “nova missão pública” pelo governador Rafael Fonteles enterrou as remotas chances de Themístocles continuar na chapa majoritária governista nas eleições de 2026.
Não bastasse isso, outro anúncio também afeta o clã político de Themístocles. A decisão do ex-governador e pré-candidato a deputado federal Wilson Martins de trocar o PT pelo PSD impõe mais dificuldades para a liderança do cacique emedebista.
Para entender
No meio político, há um consenso de que o PSD tem duas vagas certas na disputa para deputado federal: são dados como eleitos Georgiano Neto e Castro Neto. A terceira vaga ficaria, em tese, com Marcos Aurélio Sampaio, filho de Themístocles. Diferente dos outros dois, esse tem eleição vista com certa dificuldade por muita gente da classe política. Mesmo assim, ele tinha boas chances de ser “arrastado” pela votação dos dois primeiros e ficar com a 3ª vaga.
Porém, esse cenário muda com a entrada de Wilson Martins no PSD. O ex-governador está apostando todas as fichas na eleição de 2026 após três derrotas seguidas (duas para senador e uma para federal). Embora em eleição só seja possível saber a votação de um político após as urnas apuradas, as projeções políticas mais sensatas apontam que Wilson tem expectativa de ter entre 80 mil e 100 mil votos, mais ou menos o que é projetado para Marcos Aurélio.
Com isso, Wilson chega no PSD para “concorrer” justamente com Marcos Aurélio, colocando ainda mais risco na reeleição do filho de Themístocles. Dificilmente o partido conseguirá eleger quatro federais e, nesse cenário, fatalmente Wilson ou Marcos Aurélio devem ficar ficar de fora dos eleitos.
Vale lembrar que em 2022 Wilson e Marcos Aurélio tiveram votações semelhantes na disputa para deputado federal, mesmo com Wilson à época mais fragilizado politicamente e Marcos Aurélio fortalecido, com o pai na chapa majoritária. A diferença entre eles foi de apenas 7 mil votos a mais para o filho de Themístocles.
A pedida vai aumentar?
Com Themístocles chateado por ter sido descartado na chapa majoritária, a grande expectativa agora é pela compensação que ele vai exigir do governador Rafael Fonteles. Coisa pequena não será. E, com a reeleição do filho ainda mais ameaçada pela entrada de Wilson no PSD, a fatura que o vice entregará ao titular do Karnak tende a ser ainda maior.
É esperar para ver.







