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Samantha Cavalca diz que vai “deixar a poeira baixar” antes de definir futuro partidário

Vereadora afirma que ainda é cedo para definir os próximos passos visando às eleições de 2028.

Em entrevista na Câmara Municipal de Teresina, a vereadora Samantha Cavalca (Progressistas) comentou sobre a possibilidade de mudar de partido para disputar as eleições municipais de 2028. Questionada se permaneceria no Progressistas, a parlamentar afirmou que ainda é cedo para tomar uma decisão.

“Agora eu não posso mudar de partido, eu não tenho janela, nem eu, nem as pessoas que têm mandato de vereador não podem, nós não temos janela. E isso é algo que a gente tem que conversar, a gente tem que entender primeiro, vamos deixar a poeira baixar”, declarou.

Samantha Cavalca (Foto: Laura Cardoso/DitoIsto)

Para a vereadora, o momento é de aguardar os próximos acontecimentos no cenário político nacional após as eleições de 2026, antes de qualquer definição sobre seu futuro partidário.

“Eu acho que tem novos rumos aí que o Brasil pode tomar, eu acredito que serão rumos que inevitavelmente terão consequências ruins para as pessoas. Isso é a prioridade nesse momento. Acho que a prioridade não é o partido que eu estarei, que qualquer outra pessoa estará. Mas tem muita coisa para acontecer e a gente vai seguir dialogando, seguir conversando para ver o que seria mais viável”, acrescentou.

Atualmente filiada ao Progressistas, Samantha é um dos principais nomes do bolsonarismo no Piauí. Sua trajetória política também é marcada pela passagem pela direção estadual do Partido Liberal (PL), quando assumiu a presidência em fevereiro de 2022.

A parlamentar deixou o comando estadual do PL em maio de 2023. Posteriormente, passou a integrar o Progressistas, legenda pela qual disputou as eleições municipais de 2024, em Teresina.

Janela partidária

A janela partidária é um período de 30 dias, aberto em anos eleitorais, seis meses antes das eleições, que permite a parlamentares eleitos por eleições proporcionais, como vereadores e deputados, trocar de partido sem perder o mandato. Fora desse prazo, a mudança pode resultar na perda do cargo, salvo situações previstas na legislação como justa causa.

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