O deputado estadual e presidente do PT no Piauí, Fábio Novo, encontrou uma forma de minimizar o voto do deputado federal e hoje candidato a senador Júlio César (PSD) a favor do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 2016. De acordo com o petista, Júlio não era aliado do governo do PT naquela ocasião e por isso, na visão dele, não é justo falar em fidelidade usando como exemplo o voto pela queda de Dilma.
“É bom que a gente explique as coisas. O deputado Júlio era oposição ao nosso governo. Então, ele não nos traiu. Ele votou conforme a orientação do partido dele. O Júlio César era oposição ao nosso projeto. Eu não tenho que cobrar fidelidade dele. Eu tenho que cobrar fidelidade a partir do momento que ele assume compromisso político conosco. Desde quando ele passou a integrar o nosso grupo político, não existe, até agora, nenhuma traição por parte do deputado federal Júlio.”, argumentou Fábio Novo.
Embora não tenha apoiado o PT na eleição de 2014 no Piauí, o PSD de Júlio César começou a se aproximar do então governador Wellington Dias logo no começo do mandato e, em 2016, ano do impeachment, passou a integrar a base aliada do petista. Na época, o voto de Júlio a favor da queda de Dilma não foi suficiente para impedir o avanço da aliança com os petistas no estado do Piauí, união que dura até os dias atuais.
Ciro foi diferente
Ao defender Júlio César das críticas de ter supostamente sido infiel com o PT, o deputado Fábio Novo disse que a situação de Júlio é diferente e comparou com o senador Ciro Nogueira (Progressistas). Segundo ele, no caso de Ciro o voto a favor do impeachment de Dilma Rousseff foi uma traição, já que Ciro era aliado do governo do PT.
“Eu teria que cobrar, naquele momento, fidelidade de quem nós ajudamos a eleger, que foi o senador Ciro Nogueira, que de manhã prometeu fidelidade ao nosso projeto e de noite nos traiu. Isso não tem perdão.”, sentenciou.




