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Deputado federal volta a denunciar serviços da Águas do Piauí e da Equatorial: "Não tenho medo deles"

Político questiona modelo de contratos de concessão e diz que o povo pobre é o mais penalizado com o descaso.

Júlio Arcoverde (Foto: Laura Cardoso/DitoIsto)

A falta de abastecimento d’água e os problemas recorrentes no fornecimento de energia elétrica nos municípios do Piauí têm sido motivo de críticas constantes do deputado federal Júlio Arcoverde (Progressistas). O parlamentar denuncia o descaso das empresas Águas do Piauí e Equatorial, para quem o governo estadual entregou os serviços de água e energia.

Em entrevista à Rádio Teresina FM nesta quarta-feira (2), Arcoverde denunciou que enquanto a população do Piauí paga as contas de água e luz todos os meses, os serviços oferecidos pelas duas concessionárias são precários. Ele também questiona o modelo dos contratos de concessão feitos pelo Governo do Piauí para repassar os serviços às empresas privadas.

“Eu vou me dedicar, se Deus e o povo do Piauí me concederem a chance de me reeleger, a esses dois contratos [de concessão]. Eles penalizam principalmente a população mais pobre e eu sou o único deputado federal que bate na Equatorial e nesse contrato da Águas do Piauí. E ninguém fala nada. Não tem nenhuma outra voz aqui, nem em Brasília, que possa falar isso.”, desabafou o deputado.

O parlamentar informou ainda que está contratando uma consultoria para se debruçar sobre contratos de concessão. “Eu tô começando contratar uma consultoria para estudar justamente esse contrato da Águas do Piauí. Eu sei que eles [dessas empresas] têm uma força muito grande, têm um lobby muito grande, mas eu não tenho medo de nenhum deles.”, avisou.

O deputado defende que o tema seja levado ao Congresso Nacional, com cobrança, fiscalização e discussão sobre a qualidade dos serviços oferecidos no Piauí. O próprio Júlio já chegou a provocar a realização de uma audiência pública em Brasília sobre o tema.

Ele também é crítico da Agência de Regulação dos Serviços Públicos do Estado do Piauí (Agrespi), órgão do governo que deveria fiscalizar com rigor a atividade das empresas concessionárias de serviços públicos no estado, como a Águas do Piauí e a Equatorial Energia.

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