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Rafael Fonteles chega ao dia da convenção líder nas pesquisas e com divisões na base

Hostilidades entre MDB e PSD contrariam discurso de união propagado pelo Karnak.

Rafael Fonteles (Reprodução/Instagram)

O Partido dos Trabalhadores (PT) e agremiações aliadas realizam na tarde deste sábado (25.julho) a convenção que vai homologar a candidatura à reeleição do governador Rafael Fonteles (PT). O petista chega à convenção na liderança das pesquisas eleitorais e apontado como favorito.

Os adversários, contudo, contestam a credibilidade das pesquisas, muitas delas realizadas por institutos com vinculações com o grupo político de Fonteles.

Na noite da sexta-feira (24), o governador esteve no Atlantic City, local onde será realizado o evento político. Foi no mesmo espaço que o PT fez a convenção de 2022, quando Fonteles disputou sua primeira eleição, da qual sairia vitorioso ainda no 1º turno.

“Voltar ao Atlantic City me faz lembrar de 2022, quando vivi aqui um dos momentos mais marcantes da minha vida: a minha primeira candidatura. Hoje, ao acompanhar os preparativos para a nossa convenção estadual, sinto novamente aquele frio na barriga e a certeza de que estamos prontos para mais um capítulo dessa caminhada.”, escreveu o petista em um post nas redes sociais.

DIVISÕES NA BASE

PSD e MDB são os dois principais aliados do PT no Piauí (Montagem/DitoIsto)

O governador chega ao dia da convenção com problemas internos na sua base política, embora o discurso propagado seja o de união. A crise recheada de "fogo amigo" entre aliados e tentativas de desgaste nos bastidores envolve justamente os dois principais partidos coligados com o PT: o MDB e o PSD.

Setores do MDB e até do próprio PT têm atuado para enfraquecer a pré-candidatura do deputado federal Júlio César (PSD) ao Senado. A crise entre as siglas aliadas também é oriunda de disputas pela formação das chapas para deputado federal e estadual. O PSD não tem deixado barato e, em resposta, também tem atuado nos bastidores contra interesses do MDB. 

É sabido no meio político que lideranças emedebistas não votam em Júlio César para senador, apesar das tentativas infrutíferas do Palácio de Karnak de tentar acabar com os conflitos e unificar a base. No PSD, o discurso é de reciprocidade total às hostilidades que partem do MDB.

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