O deputado estadual Francisco Limma (PT-PI) avalia que a operação da Polícia Federal que teve como principal alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, não afeta a imagem do Palácio do Planalto. Embora a PF tenha apontado uma série de elementos que ligam o senador petista ao escândalo do Banco Master, o deputado diz ter a "impressão" de que Wagner não tem relação com o caso.
“Não acredito [que afeta o governo]. Ele [Jaques Wagner] é uma liderança importante do nosso partido, mas acho que o povo brasileiro sabe separar, até porque a impressão que eu tenho é que a relação dele é com aquele outro empresário, não é com o Vorcaro. Então, não tem a ver com o Banco Master. É a impressão que eu tenho.”, falou o deputado.
O outro empresário a que Limma se refere é Augusto Lima, ex-sócio do Master com quem Wagner tratava de forma mais direta sobre os assuntos de interesses do banco.
Para a Polícia Federal, o senador baiano “exerceu o mandato parlamentar de forma alinhada aos interesses econômicos do Banco Master”. Ele foi alvo de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero, suspeito de receber propinas do Master por meio de um apartamento de R$ 2,5 milhões e um repasse de R$ 3,5 milhões a uma empresa da esposa de seu enteado, além de outras supostas vantagens, como ingressos para shows da cantora Taylor Swift.
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