Após evento no Palácio de Karnak em alusão ao Dia Internacional da Mulher nesta segunda-feira (9), ocasião em que foi lançada a campanha "Março Mulher", a ex-governadora Regina Sousa (PT) falou sobre a pouca presença das mulheres na vida pública. Ela foi a primeira mulher a assumir um mandato de senadora pelo Piauí, em 2015, e também a primeira governadora do estado, em 2022.
Ao relembrar sua chegada ao Senado, Regina disse que muitos a achavam “uma pessoa esquisita”.
“O espaço público sempre foi dos homens, então, quando uma mulher chega ela é uma intrusa. Quando cheguei no Senado lá não era meu lugar. Me achavam uma pessoa esquisita, minha deselegância, meus cabelos enrolados. Eles não aceitam que outras pessoas cheguem. Aquele lugar é deles. Quando eles estão lá, já estão preparando um filho, um sobrinho. Eles não preparam as filhas. As filhas só [escolhem] se realmente não tiver outra pessoa. Mas primeiro é o filho, irmão, sobrinho para ser o dono daquela vaga no futuro.”, afirmou a petista.
Chapa de Rafael sem mulheres
Regina também avaliou a ausência de mulheres na chapa majoritária apresentada pelo governador Rafael Fonteles para a disputa da reeleição. A ex-governadora diz que tem nomes femininos capazes de compor a chapa, mas não se abre espaço para elas.
“Tem [nomes] sim, mas é isso que eu estou dizendo, não abre espaço. Ela [mulher] precisa abrir espaço, mas precisava juntar todas. Uma só não abre [espaço]. Se todas as mulheres se juntassem para votar em uma mulher, elegiam. Mas as mulheres acostumaram a votar nos homens.”, lamentou.
Até o momento, os nomes de Washington Bandeira (PT), Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) foram anunciados pelo governador Rafael Fonteles como pré-candidatos aos cargos de vice-governador e senadore em sua composição majoritária.
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