A ativista cadeirante Carla Cleia, representante da Frente Nacional de Defesa da Mulher com Deficiência, denunciou nesta quarta-feira (25.fev) problemas no Transporte Eficiente, que tem finalidade de garantir transporte às pessoas com deficiência física para atividades essenciais.
Para a ativista, a falta do transporte viola o artigo 5º da Constituição, que diz respeito ao direito de ir e vir dos cidadãos. “O município de Teresina não está respeitando uma política que nós lutamos tanto para ser respeitada, para ser incorporada aqui no município, que é o Transporte Eficiente. São pessoas cadeirantes que são pegas porta a porta”.
Segundo ela, apenas dois veículos estão atualmente rodando na cidade para fazer o transporte dessa parcela da população. "Nós temos hoje dois carros funcionando para atender Teresina inteira no sistema de rotatividade, ou seja, um retrocesso total da política fundamental, porque sem transporte não há inclusão", diz Carla.
O DitoIsto cobrou um posicionamento da gestão municipal sobre a denúncia da ativista. Em resposta, a Prefeitura de a Teresina culpou a empresa que vinha executando o programa por reduzir os serviços de forma unilateral alegando incapacidade técnica. A gestão disse que já está trabalhando para que o programa volte a funcionar em sua plenitude.
Confira a nota
A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS) informa que a redução do serviço do Transporte Eficiente, operado pela empresa Santa Cruz, ocorreu por decisão unilateral da empresa, sob alegação de incapacidade técnica para executar a operação com os sete veículos disponibilizados pela STRANS.
A Superintendência esclarece que está adotando as medidas administrativas cabíveis, inclusive com acionamento do Ministério Público, para garantir soluções definitivas aos usuários, assegurando que a população de Teresina não seja prejudicada.







