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Gustavo Almeida

Demora na definição do candidato prejudica a oposição no Piauí; o que estão esperando?

Senador Ciro, principal líder da oposição, parece querer empurrar para frente a decisão que todos aguardam.

Grupo liderado por Ciro Nogueira tem nomes de Margarete e Joel, mas definição se arrasta

Falta menos de seis meses para o início da campanha eleitoral de 2026 e menos de oito para a eleição. Pelo calendário da Justiça Eleitoral, o começo oficial da campanha será no dia 16 de agosto. Apesar da proximidade, o principal grupo de oposição no Piauí, liderado pelo senador Ciro Nogueira (Progressistas), ainda não definiu quem disputará o Governo do Estado contra o governador Rafael Fonteles (PT), considerado, pelo menos até aqui, o favorito.

A demora não é por falta de nomes. A oposição tem Margarete Coelho e Joel Rodrigues como principais cotados para a disputa, sendo que existe um notório clamor de lideranças e eleitores pelo nome de Joel, figura popular que alcançou grande projeção estadual desde 2022, quando, por pouco, não impôs uma derrota histórica a Wellington Dias na eleição para senador. Margarete é uma mulher extremamente preparada, diretora nacional do Sebrae, sertaneja e com trajetória política invejável, mas o nome de Joel, hoje, é o mais pedido.

Contudo, a demora na definição coloca sobre o grupo oposicionista mais incertezas. Lideranças do Progressistas chegaram a falar semanas atrás que uma pesquisa foi encomendada e que, com o resultado dela, o pré-candidato seria anunciado logo após o Carnaval. A folia de Momo passou e a bendita definição do nome segue sem acontecer. E o pior: não há uma data apontada para que o tão esperando anúncio aconteça.

Em 2022, à essa altura, o então candidato Silvio Mendes (União Brasil) já tinha sido lançado.

Diminuta em relação ao palanque do governo, a oposição está longe de ser favorita, mas alimenta a forte expectativa de acontecer uma onda, assim como já ocorreu em eleições históricas que ficaram marcadas pelo favoritismo e queda de blocões governistas. 

O estilo do governador Rafael de fazer política, que tem gerado muitas insatisfações entre os seus próprios aliados, é um dos motivos para os oposicionistas - e até para governistas sem paixão - acreditarem que o cenário de 2026 está propício para um candidato de oposição surpreender, assim como fez Mão Santa em 1994.

O senador Ciro Nogueira, principal cabeça da oposição, parece querer empurrar para frente a decisão que todos aguardam. Ciro está priorizando a sua reeleição para o Senado e de olho na agitada política nacional. Porém, ele deve lembrar que quanto mais o seu candidato a governador for competitivo no Piauí, melhor será para sua renovação de mandato. Por mais que Ciro seja poderoso e tenha apoio de grande parte dos prefeitos, muitos deles ligados ao governo, é preciso ter um palanque robusto que o puxe pra cima. Do contrário, poderá ver prejudicada a sua própria campanha.

Por esse e outros fatores, está na hora da oposição decidir. Rafael está no poder e a estrutura governamental, com inaugurações, viagens e forte exposição pública, garante a ele a pré-campanha. Quem precisa de mais tempo de campanha é justamente o candidato de oposição e por isso a demora é prejudicial aos oposicionistas. É uma demora esquisita. Afinal de contas, o que estão esperando para definir?

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