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Águas do Piauí promete acabar com dependência dos carros-pipa, mas não tem prazo

Diretor-executivo da empresa diz que municípios ainda vão conviver um bom tempo com uso dos caminhões para abastecimento d'água.

Águas do Piauí apresentou dados à imprensa (Foto: Gustavo Almeida/DitoIsto)

A empresa Águas do Piauí reuniu a imprensa na manhã desta sexta-feira (19.dez.) em um hotel na Zona Leste de Teresina para apresentar um balanço das ações executadas até aqui no enfrentamento da estiagem no estado. Com contrato de R$ 8,5 bilhões em investimentos previstos ao longo dos próximos 35 anos, a empresa do Grupo Aegea assumiu em maio deste ano o serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário nos municípios do Piauí.

Durante a exposição dos dados, o diretor-executivo da Águas do Piauí, Danilo Almeida, citou ações que a companhia desenvolveu nos primeiros meses de atuação, inclusive o uso de carros-pipa. Segundo ele, os caminhões para distribuir água ainda são essenciais, mas a intenção é acabar com essa dependência.

Pouco depois, ao ser questionado pelo DitoIsto sobre uma previsão de quando a dependência dos carros-pipa deve chegar ao fim, ele evitou apontar prazo e alegou que ainda é preciso diagnosticar e projetar muitas ações. 

“Essa é uma resposta que se eu der agora eu seria até negligente. O pipa atualmente é necessário porque ele traz o benefício da água tratada para o cliente que ainda não tem. Porém, a empresa, através do seu plano de investimento, que nós temos, pelo contrato, que equalizar até 2033, é que a gente possa revolver essa situação e utilizar os carros-pipa através de manutenções emergenciais e casos pontuais. Mas nós iremos conviver com o carro-pipa durante um período de tempo ainda, até que nós possamos diagnosticar, projetar e executar todas as ações necessárias”, falou o diretor.

Danilo Almeida, diretor-executivo da Águas do Piauí (Foto: Laura Cardoso/DitoIsto)

A Águas do Piauí informou que já foram perfurados 53 novos poços, revitalizados outros 213 e disponibilizados 137 caminhões-pipa desde que começou a operar nas cidades do interior. Segundo a empresa, foram mais de 280 mil pessoas beneficiadas com essas ações. A maioria delas foi no semiárido, região mais afetada pela falta d’água no Piauí.

No evento também foram mostradas ações como instalação de novas Estações de Tratamento de Água (ETAs), susbtituição e incremento de bombas, ampliação da vazão e modernização de redes de distribuição. Apesar das ações, a empresa tem sido alvo de muitas críticas de gestores públicos e da população em dezenas de cidades do Piauí. Em alguns municípios, moradores fizeram protestos por conta da falta d'água.

Assista o vídeo:

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