O senador Ciro Nogueira (Progressistas) falou nesta segunda-feira (8.dez.) sobre a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Durante agenda política no Paraná, o político piauiense afirmou que Flávio é um dos seus melhores amigos na vida pública e que, pessoalmente, o escolheria candidato, mas ressaltou que política não se faz apenas com amizade, mas com viabilidade e diálogo com os partidos.
“O senador Flávio é um dos melhores amigos que eu tenho na vida pública. Se eu tivesse que escolher pessoalmente um candidato para suceder o presidente Bolsonaro, não tenha dúvida que eu escolheria o senador Flávio, pela minha relação próxima com ele. Só que política não se faz apenas com amizade, se faz com pesquisas, com viabilidade, ouvindo os partidos aliados. Não pode ser uma decisão apenas do PL, tem que ser construída. É muito importante nós unificarmos todo o campo político de centro, da direita, senão nós não vamos ganhar a eleição.”, falou Ciro.
Presidente nacional do Progressistas, Ciro disse que tem conversado com líderes de outros partidos depois da surpresa pelo anúncio de Flávio Bolsonaro como candidato. O senador, contudo, afirmou que não é o senhor da razão e que vai ouvir Flávio. Ele não descartou “ser convencido”, desde que sejam apresentados argumentos sólidos.
“Nós vamos ouvir. O País tomou conhecimento dessa decisão semana passada. Nós vamos dialogar com toda transparência possível e tomar uma decisão que não é só do senador Ciro e não só do Rueda [presidente do União Brasil), é da própria federação e dos partidos. Eu não sou o senhor da razão e posso ser convencido, mas com argumentos, com critérios para que a gente possa fazer uma escolha, pois o Brasil não pode perder a próxima eleição. Nós temos que virar a página da nossa história.”, finalizou o senador.
Ciro voltou a mencionar os nomes dos governadores Tarcísio de Freitas (SP) e Ratinho Júnior (PR) como mais viáveis. Ao longo dos últimos meses, ele defendeu publicamente que o candidato a presidente do centro e da direita indicado por Bolsonato fosse um desses dois governadores.







