O Partido dos Trabalhadores (PT) tem total interesse em filiar o advogado criminalista Breno Macedo para ser candidato a deputado estadual em 2026. Por outro lado, não aceita a filiação do vereador Eduardo Draga Alana, campeão de votos em Teresina nas eleições municipais de 2024.
Hoje no PSD [que não vai lançar chapa para estadual], Draga Alana luta há meses em busca de uma sigla que o aceite para concorrer à Assembleia Legislativa do Piauí.
Questionado pelo DitoIsto sobre os motivos de aceitar o advogado criminalista e não querer o vereador campeão de votos, o presidente do PT em Teresina, vereador João Pereira, disse que Breno Macedo chegará para ocupar a vaga da esposa, a deputada estadual Bárbara do Firmino, a quem o partido já tinha formalizado convite para se filiar e concorrer à reeleição.
“O vereador Draga Alana é o mais votado de Teresina e eu não tenho dúvidas que é um candidato em potencial para vencer as eleições. Mas no Partido dos Trabalhadores não tem mais vagas. Por que não tem mais vagas? Porque antes do Fábio [Novo] ser presidente estadual, ele já tinha feito essa discussão, já tinha feito convites formais para deputados. Então essa chapa fechou. [Sobre o Breno] o convite foi feito à Barbara do Firmino. Ela não sendo candidata, será o seu marido Breno. Todos nós sabemos que os dois trabalham a política e a vaga será do Breno porque foi feito o convite à ela. É simples a conta. Não é que o PT convidou agora, é porque já tinha convidado [a Bárbara] antes do Fábio ser presidente do partido.”, argumentou João Pereira.
A argumentação do vereador faz sentido em alguns aspectos, mas não totalmente. Se a chapa já estava realmente fechada, como garante João Pereira, o PT terá que tirar um pré-candidato homem para que Breno possa entrar, esforço que o partido não se dispôs a fazer por Draga Alana. Diferente do que tentam mostrar dirigentes petistas, a mudança de Bárbara para Breno não é apenas "um pelo outro" na formação da chapa.
A deputada Bárbara estava dentro das vagas destinadas às mulheres e, com isso, a substituição dela por Breno impactará tanto na formação masculina quanto feminina da chapa. A legislação eleitoral exige pelo menos 30% de candidaturas de mulheres. Ou seja, mesmo com Breno, o PT terá que preencher o espaço que seria de Bárbara com outro nome.
Se a chapa estava completa, a chegada de Breno causa dois problemas: tirar um homem para dar vaga a ele e encontrar outra mulher para ocupar o espaço de Bárbara e completar a cota feminina. Diante disso, o vereador Eduardo Draga Alana pode se queixar, com certa razão, que ele só causaria um desses problemas.







