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Arsete estabelece critérios para impedir cobranças indevidas por parte da Águas de Teresina

Autarquia municipal vai aprovar instrução normativa que regulamenta cobrança pelo serviço de esgoto.

Diretoria convocou reunião do Conselho Consultivo para discutir instrução normativa 

A Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina (Arsete) reuniu na sexta-feira (14/11) o Conselho Consultivo de Saneamento para apresentação de uma minuta de instrução normativa. O documento, que será votado nos próximos dias, estabelece critérios técnicos e jurídicos que definem quando o serviço de esgotamento sanitário está sendo devidamente prestado e quando empresa Águas de Teresina deve iniciar a cobrança.

A elaboração da instrução normativa foi motivada pelas constantes denúncias de usuários – muitas delas comprovadas em fiscalizações da Arsete – de cobranças indevidas por parte da concessionária. Em muitos casos, a empresa iniciou a cobrança pelo serviço de esgoto apenas porque passou com a rede coletora na rua, mas sem ter disponibilizado o ponto de conexão do usuário. Quando isso acontece, a cobrança é ilegal.

“Nós trouxemos aqui uma minuta de instrução normativa que visa regulamentar a questão da cobrança pelo serviço de esgotamento sanitário e também da disponibilidade desse serviço. A gente elenca quais são os critérios técnicos e jurídicos para caracterizar a prestação do serviço e, a partir daí, o prestador, no caso a Águas de Teresina, poder realizar a cobrança por um serviço que de fato é prestado e está disponível para o usuário”, explica Laécio Nascimento, diretor-técnico da Arsete.

Laécio Nascimento, diretor-técnico da Arsete

A ideia é que a instrução normativa sirva como parâmetro para dúvidas que os usuários venham a ter sobre o serviço de esgoto e sobre quando ele pode ser cobrado pela concessionária. Na prática, a medida visa instruir os consumidores para que eles tenham ciência de quando a cobrança é cabível e, desse modo, evitar que sejam lesados pela empresa de águas e esgotos.

O presidente da Arsete, Edson Melo, destacou que a autarquia municipal vem trabalhando para garantir que não haja cobranças indevidas e para diminuir as queixas dos consumidores. Além de instruir os usuários, ele diz que a normativa também servirá de base para órgãos fiscalizadores, como o Procon do Ministério Público, que é bastante demandado com reclamações de usuários contra a Águas de Teresina.

“Nós estamos regulamentando a disponibilidade do serviço de esgotamento ao usuário. Porque a empresa Águas de Teresina só colocar uma rede coletora no centro da rua não significa que esse serviço está disponível ao usuário. A diretoria vai aprovar a instrução normativa e nós queremos que ela seja de amplo conhecimento da população e de todos os órgãos fiscalizadores, principalmente o Ministério Público, porque esse conflito de cobranças indevidas por parte da concessionária é permanente.”, afirmou Edson Melo.

O Conselho Consultivo de Saneamento é composto por oito membros e permite a participação social e o controle das ações desenvolvidas pela Arsete. Representantes dos usuários têm assento no colegiado, que é convocado para estabelecimento dos planos de metas, instruções normativas, alterações dos parâmetros de aferição da qualidade dos serviços, ajustes tarifários, dentre outros temas de relevância para a coletividade.

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