Caminhando para completar cinco décadas de atuação na Polícia Civil, o delegado Francisco das Chagas Costa, o Barêtta, é um dos nomes mais conhecidos da Segurança Pública do Piauí. Apesar da fama, rejeitou convites para entrar na política e se mostra avesso à promoção pessoal com o escudo da polícia. Ele não tem perfis nas redes sociais.
Barêtta afirma que gosta de ser policial e avalia que já ajuda bastante a sociedade exercendo a sua atividade. Ele é antenado nos acontecimentos do mundo político, mas diz que prefere ficar na profissão que exerce há 45 anos. Hoje, é coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
“A gente não pode ferir o princípio da imparcialidade. No momento em que eu me predisponho a revelar predileção por um partido político, eu estarei perdendo a minha imparcialidade. As pessoas do outro lado, se recorrerem a mim, vão se perguntar: será que ele vai realmente agir como deve agir? Eu já fui convidado várias vezes [para me filiar], mas eu não quis. Eu digo sempre que sou candidato, mas a prestar um melhor serviço à sociedade. Eu sou delegado de polícia. Eu tenho por obrigação trabalhar, proteger e defender a sociedade. Por que eu preciso ser político?”, afirmou Barêtta.
De acordo com o delegado, a sociedade já está mais atenta aos personagens que usam a atividade policial ou a função pública que ocupam pensando na promoção política. Segundo ele, em muitos casos o resultado das urnas foi decepcionante justamente porque o povo está cada vez mais atento a esse tipo de situação.
“A sociedade já está muito ativa no sentido de observar essas pessoas. A gente tem visto pessoas que pensavam que iam ter uma grande votação e quando abriu as urnas tiveram uma decepção, justamente porque a sociedade não aceita mais esse tipo de coisa.”, avaliou Barêtta dizendo que sua ambição é crescer ainda mais na carreira policial e no trabalho.
O delegado entrou na polícia há 45 anos e protagonizou momentos marcantes da história policial do Piauí, como no enfrentamento do crime organizado chefiado na década de 1990 pelo então coronel Correia Lima. Na época, Barêtta presidiu a Comissão Investigadora do Crime Organizado (CICO).
“Eu ingressei na polícia no dia 25 de agosto de 1980, simbolicamente no Dia do Soldado. E estou até hoje trabalhando e com muita disposição para trabalhar. Gosto de trabalhar, sou o primeiro que chega aqui no meu expediente e o último que sai. E sempre cobrando aos colegas que a gente tem que dar um atendimento à população porque ninguém procura a unidade policial ou um hospital para brincar. Só vem quando realmente está necessitando.”, concluiu o delegado.
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