O Governo do Estado investe fortemente em uma campanha publicitária alusiva às celebrações do Dia do Piauí, comemorado oficialmente no próximo dia 19. As peças produzidas pela Secretaria de Comunicação (Secom) estão em outdoors, na internet, nas rádios, nos jornais e na televisão. Além de tentar estimular o orgulho de ser piauiense, a campanha publicitária busca enaltecer as ações da gestão estadual.
Uma das peças, veiculada desde o início desta semana, destaca o bem-sucedido programa de recuperação de celulares criado no governo de Rafael Fonteles (PT) e que se tornou referência para o país. A propaganda encena um roubo de celular: um homem branco, interpretado por um ator do filme “Ai Que Vida”, caminha pela rua ouvindo música no celular quando dois ladrões, interpretados por atores negros, o avistam, roubam o aparelho e fogem.
Em seguida, a polícia recupera o celular e devolve ao dono, enquanto os dois rapazes negros são colocados no camburão de uma viatura e levados presos.
A situação levanta alguns questionamentos, sobretudo quanto ao chamado racismo estrutural. A prática de usar personagens pretos em cenas que remetem à marginalidade e ao crime ainda é uma realidade e fica mais grave quando parte do próprio poder público. Quem pensou a peça publicitária poderia ter se atentado a esse detalhe.







