O juiz José Maria de Araújo Costa, do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), determinou nesta sexta-feira (10) a soltura da vereadora de Teresina Tatiana Medeiros. A parlamentar estava em prisão domiciliar e afastada do mandato por ordem judicial. Com a decisão, ela poderá voltar a exercer o cargo de vereadora.
A reviravolta no caso se deu após o Tribunal de Justiça do Piauí anular o Relatório de Inteligência Financeira nº 82413.131.10527.12686, considerado peça-chave nas investigações que levaram à prisão de Tatiana e do namorado Alandilson Passos. O documento foi declarado ilícito, o que contaminou as demais provas dele oriundas.
Tatiana vai ter que cumprir algumas medidas cautelares, como recolhimento noturno, mas está livre para participar das sessões na Câmara e demais atividades parlamentares.
“A paciente já se encontra em segregação há mais de 6 (seis) meses e, no atual estágio, existe dúvida quando a licitude das provas que embasaram a sua prisão. Com efeito, tal decisão afasta o fundamento das cautelares de manutenção da prisão domiciliar e afastamento do mandato em face da urgência da instrução processual, porquanto o curso do processo foi suspenso.”, diz um trecho da decisão do juiz.
Tatiana foi presa preventivamente em abril de 2025 e em junho foi para a prisão domiciliar. Ela é acusada de ter usado dinheiro supostamente oriundo de facções criminosas em sua campanha eleitoral em 2024, quando foi eleita vereadora pelo PSB. A vereadora e outros oito réus respondem por supostos crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e participação em organização criminosa.
Suplente deixará a Câmara
Com a volta de Tatiana Medeiros para a Câmara, o vereador Leôndidas Júnior (PSB), que assumiu o mandato na vaga dela, deixará o parlamento municipal.







