O médico e empresário Bruno Santos Leal Campos divulgou uma nota para a imprensa na sexta-feira (3.out.) horas depois de ter sido colocado em liberdade por uma decisão liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF). Bruno tinha sido preso na terça-feira (30) numa operação da Polícia Federal que investiga um esquema de corrupção milionário em contratos na Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi).
Na nota, o empresário garante ter a consciência tranquila de que nada deve à Justiça. Ele disse que quando os agentes da Polícia Federal chegaram à sua casa na terça-feira ele estava em deslocamento para a cidade de Picos e tão logo foi avisado retornou para Teresina, se apresentou às autoridades, prestou todos os esclarecimentos e disponibilizou senhas de aparelhos eletrônicos apreendidos. O médico falou ainda que lamenta profundamente a divulgação na mídia de informações que, segundo ele, são parciais e com interpretações precipitadas.
Bruno esclareceu ainda que as vultosas quantias em dinheiro apreendidas pela PF e cujas fotos foram amplamente divulgadas na imprensa não ocorreram em sua casa nem nas suas empresas. A PF cumpriu 22 mandados busca e apreensão e dois de prisão em vários endereços ligados aos alvos da operação em Teresina e outras cidades, e não apenas contra Bruno. As fotos do dinheiro vivo apreendido durante cumprimento dos mandados foram disponibilizadas pela própria PF.
Depois da operação, o médico e empresário ganhou mais destaque na imprensa por conta da repercussão de fotos que mostram a relação de amizade pessoal dele com o governador Rafael Fonteles (PT). Na nota divulgada, Bruno diz que nunca recebeu apoio político de qualquer natureza e que toda a sua trajetória foi construída com esforço próprio, atuando em várias cidades e buscando crescer com responsabilidade e seriedade.
Leia a nota na íntegra:
“Eu, Bruno Santos Leal Campos, venho a público prestar esclarecimentos sobre os recentes acontecimentos que envolveram meu nome, com o objetivo de resguardar a minha honra e reputação, construídas ao longo de toda a minha trajetória, desde a infância em Picos e Francisco Santos, passando pelos anos de estudo em Teresina, pela residência médica em São Paulo e Brasília, e por todos os lugares onde construí laços profissionais e pessoais sólidos, sempre pautados pelo trabalho e pela ética.
Nesta semana, fui surpreendido com medidas de busca, apreensão e prisão temporária no âmbito de uma investigação conduzida pela Polícia Federal. No momento em que a equipe policial chegou à minha residência, eu estava em deslocamento para minha cidade natal, Picos.
Por ter a consciência tranquila de que nada devo à Justiça, retornei voluntariamente, apresentei-me às autoridades e forneci integralmente os esclarecimentos solicitados, inclusive disponibilizando senhas de aparelhos eletrônicos apreendidos. Fui conduzido à sede da Polícia Federal e permaneci à disposição das autoridades durante todo o período determinado. Ao longo do processo, não foi apresentada qualquer prova concreta que justificasse as conjecturas veiculadas publicamente.
Lamento profundamente que informações parciais e interpretações precipitadas tenham sido divulgadas de forma midiática e espetaculosa, atingindo de maneira injusta não apenas a minha imagem, mas também a de pessoas próximas a mim, inclusive familiares que nada têm a ver com minhas atividades profissionais. Minha trajetória como médico, empresário e cidadão sempre foi marcada pela ética, transparência e dedicação diária ao trabalho.
Nunca recebi apoio político de qualquer natureza, todo o meu caminho foi construído com esforço próprio, atuando de domingo a domingo em diferentes cidades, buscando crescer com responsabilidade e seriedade. Esclareço que as vultosas quantias em dinheiro e os carros de luxo apreendidos e veiculados na imprensa juntamente com minha imagem não me pertencem e não foram apreendidos em minha residência ou em qualquer das minhas empresas.
Encontro-me em liberdade em razão de decisão liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que reconheceu a ausência de fundamentos para a manutenção da prisão temporária. Reitero minha plena confiança nas instituições e no Poder Judiciário, e estou convicto de que, ao longo da investigação, todos os fatos serão devidamente esclarecidos, reafirmando a minha inocência. Agradeço profundamente à minha família, aos amigos e a todos que me manifestaram solidariedade neste momento delicado, bem como à minha equipe jurídica, na pessoa do advogado Dr. Lucas Villa, pelo empenho e dedicação.
Teresina, 03/10/25
Dr. Bruno Santos Leal Campos”.







