A empresa Águas do Piauí está atuando em vários municípios desde que o governo estadual repassou à ela a responsabilidade pelos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto. Até aqui, a concessionária tem concentrado esforços em uma medida paliativa bem conhecida dos piauienses: o carro-pipa.
De acordo com o diretor-presidente da Águas do Piauí, Guilherme Dias, a empresa vai colocar um “volume significativo” de carros-pipa no semiárido.
Embora a promessa do governo ao fazer a concessão para a empresa tenha sido revolucionar o serviço de abastecimento de água nos municípios, o dirigente admite que a dependência desse modelo ainda vai continuar. Segundo ele, o prazo contratual para universalizar o sistema de abastecimento é 2033 e, até que isso aconteça, os carros-pipa ainda serão usados.
“A meta do contrato é universalizar o serviço de abastecimento de água até 2033. Isso é exigência do marco regulatório. Tem todo um volume de investimentos a ser feito, não é só a captação de recurso. É também a contratação da empresa, a execução de projetos, autorizações, licenças e execução dos investimentos necessários para universalizar. Então, infelizmente nós ainda vamos viver [dependendo dos carros-pipa]. Agora será num volume cada vez menor essa dependência de carros-pipa.”, falou.
Conforme Guilherme Dias, os carros-pipa da Águas de Teresina utilizados nas cidades do semiárido têm capacidade de transportar mais água do que os carros-pipas convencionais.
“Vamos utilizar carros-pipa no semiárido. Nós temos os carros-pipa que já são utilizados normalmente no dia-a-dia da operação, para atendimento de alguma ocorrência, e neste ano agora vamos ter um volume significativo de carros-pipa. Não serão carros convencionais, são carros-pipa com maior capacidade de transporte. E a água fornecida no carro-pipa é potável, o ser humano pode beber. E não poderá ser vendida”, afirmou.
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