Entre no
nosso grupo!
WhatsApp
  RSS
  Whatsapp

Merlong Solano não aguenta pressão e pede desculpas por voto a favor da PEC da blindagem

Com redes sociais inundadas de críticas e pressão dentro do próprio PT, deputado agora quer anular votação que ele mesmo apoiou.

Merlong pede desculpas após repercussáo negativa (Foto: Laura Cardoso/DitoIsto)

Depois da péssima repercussão da aprovação da PEC da blindagem, sobretudo para os 12 deputados federais do PT que apoiaram a proposta, o deputado piauiense Merlong Solano (PT) não suportou a pressão. Na manhã desta sexta-feira (19), o petista publicou em suas redes sociais um pedido de desculpas pelo que chama de “grave equívoco” que cometeu.

Assim como outros parlamentares, Merlong teve as redes sociais inundadas de críticas nos últimos dois dias após ter votado a favor da PEC que garante privilégios e proteção judicial a parlamentares, inclusive em casos de crimes comuns. No pedido de desculpas, Merlong alega que votou a favor após um suposto acordo com a presidência da Câmara para que, uma vez apoiando a PEC da blindagem, ser barrada a proposta de anistia. Segundo ele, o acordo foi rompido depois de os petistas terem dado os votos a favor.

Pressionado pela opinião pública e dentro do próprio PT, Merlong agora diz que vai se empenhar para que o Supremo Tribunal Federal (STF) anule a votação da PEC que ele ajudou a aprovar. O deputado petista também disse que torce para que o Senado Federal corrija o que ele considera, após a repercussão negativa, ter sido um grave erro cometido.

Os arrependidos
Merlong não foi o único deputado a ceder à pressão. Na quinta-feira (18), o deputado federal Pedro Campos (PSB-PE), irmão do prefeito de Recife João Campos, também pediu desculpas e se disse arrependido pelo voto a favor da PEC da blindagem. Ele anunciou que vai entrar com um mandado de segurança para anular a votação que apoiou. Merlong assina a ação como coautor.

Pedro Campos é cunhado da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que tem chamado a proposta de “PEC da bandidagem” e condenado a sua aprovação.

Veja a nota de Merlong:

 

Mais de Política