O ex-governador Wilson Martins voltou a falar nesta segunda-feira (15) sobre a decisão de trocar o PT pelo PSD, mudança que ele vai fazer para as eleições de 2026. Quando foi anunciada, a decisão causou incômodo em vários políticos petistas. O presidente estadual do PT, deputado Fábio Novo, disse recentemente que tinha pedido a Wilson para esperar mais um tempo, e se queixou de o ex-governador não ter esperado.
Sobre essa declaração de Fábio Novo, Wilson justificou que, quando o sapato aperta, a pessoa sente a dor onde está apertando. Ele alega que a decisão foi motivada exclusivamente por questão de viabilidade eleitoral, mas que segue aliado e mantendo bom relacionamento com o PT, partido ao qual está filiado desde 2022.
“O problema é seguinte: o sapato aperta e [a pessoa] sente a dor onde ele está apertando, né. Você não pode, com a história e a experiência que nós temos, deixar de tratar de um assunto tão importante como esse de forma segura, de uma forma consistente, de uma forma antecipada. É preciso que a gente saia na frente, vá conversando, vá alinhando e garantindo uma vaga para não correr o risco de você ficar fora. Eu tenho uma relação muita fraterna, muito decente, muito franca com o Partido dos Trabalhadores. É aliado histórico nosso e é preciso que a gente jogue aberto”, falou.
Wilson mencionou que, caso se mantenha a redução da bancada de 10 para 8 deputados, cada partido só poderá ter seis candidatos homens a deputado federal (as outras duas têm que ser de mulheres). Como no PT já tem quatro deputados federais de mandato, mais Zé Santana (que herdou bases de Rejane Dias) e o deputado estadual Franzé Silva, petista raiz que vai tentar vaga na Câmara Federal, Wilson entendeu que o mais prudente era sair para a outra chapa proporcional da base do governo, a do PSD.
“Quantos partidos aliados da base do governo vão ter chapa de candidatos a deputado federal? O meu entendimento é o do governador: são apenas dois partidos, o PSD e o PT. Nós temos aí pelo menos 15 pré-candidatos homens nas duas chapas. Se ficar oito vagas, não vai ter vaga para todo mundo. Vamos ter só seis candidatos no PT e seis no PSD. Então, é preciso que a gente saia na frente e vá garantindo uma vaga”, explicou o ex-governador.
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