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Lula diz ao New York Times que soberania e democracia são inegociáveis

Presidente brasileiro defendeu o multilateralismo como melhor caminho para as relações entre os países.

Lula escreveu para o jornal norte-americano (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Em artigo publicado neste domingo (14) no jornal The New York Times, com título Democracia e Soberania Brasileiras São Inegociáveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu os argumentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do tarifaço imposto aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos.

Lula ressaltou que nos últimos 15 anos, os Estados Unidos tiveram um superávit de US$ 410 bilhões nas relações comerciais com o Brasil. Também disse que não há excessos nas cobranças de tarifas por parte do Brasil e que quase 75% das exportações aos Estados Unidos são isentas de impostos.

O presidente brasileiro defendeu o multilateralismo como melhor caminho para as relações entre os países, apontou os números favoráveis aos EUA na balança comercial entre os dois países e disse que a decisão de taxar os produtos brasileiros é política.

Ao tratar a questão como política, Lula fez uma defesa da soberania brasileira e do judiciário.

Ele criticou tanto as acusações de Trump de perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quanto os esforços de regulamentação das chamadas big techs, grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Essa proposta de regulamentação é vista por muitos como tentativa de censura na internet.

Outro ponto defendido pelo presidente Lula foi a implementação do sistema de pagamentos digital, o PIX, feita pelo Banco Central no governo Bolsonaro, que possibilitou a inclusão financeira de milhares de cidadãos e empresas do país. Além de facilitar as transações e estimular a economia.

Por fim, Lula reafirmou a disposição de o Brasil negociar o tema das tarifas com os Estados Unidos, recordou que os dois países mantêm relações há mais de 200 anos, sendo que as diferenças ideológicas não podem prejudicar o trabalho conjunto das nações.

Agência Brasil

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