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Gustavo Neiva diz que falta vontade política para resolver questão hídrica no semiárido piauiense

O deputado cobra prioridade política para resolver a falta d’água no semiárido piauiense em meio ao avanço da seca extrema no estado.

 

O deputado estadual Gustavo Neiva (Progressistas) falou sobre o problema histórico de falta d’água no semiárido piauiense. Em entrevista à imprensa na quinta-feira (5), na Assembleia Legislativa do Piauí, o parlamentar comentou sobre o tema que se arrasta por décadas e atinge diretamente milhares de famílias.

Gustavo Neiva (Foto: Laura Cardoso/DitoIsto)
Gustavo Neiva (Foto: Laura Cardoso/DitoIsto)

Neiva citou uma fala do governador Rafael Fonteles (PT) sobre a possibilidade de resolver a questão com a transposição do Rio São Francisco, onde o gestor cita a necessidade de um valor estimado entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões. Para o deputado, o valor não seria um obstáculo, considerando a quantidade de empréstimos bem maiores já realizados pelo Governo do Estado.

“É um problema histórico e a gente viu recentemente o próprio governador, lá no centro da região que sofre muito, no semiárido, em São Raimundo Nonato, dizendo que esse problema seria resolvido através da transposição do Rio São Francisco, mas que custaria muito dinheiro, 2, 3 bilhões. Ao meu ver isso é pouco dinheiro. Se você for somar os empréstimos que o governo do Estado já pegou nesse ano, soma mais de 10 bilhões de reais, certamente. Recurso suficiente para fazer três ou quatro vezes a transposição do Rio São Francisco e resolver de vez o problema do abastecimento de água”, afirmou.

Para o parlamentar, a grande barreira é a ausência de prioridade política.

“O que falta é vontade política dos governantes, de ter essa decisão: vou resolver, custe o que custar, vou atrás dos recursos e vou resolver o problema. O que a gente não pode mais é viver centenas de milhares de pessoas implorando por um carro-pipa para ter água para beber na sua casa. Temos que nos revoltar contra isso e somar forças para que a gente possa resolver definitivamente esse problema. Se vai custar 2 bilhões, 3 bilhões, é pouco para resolver o problema da água de milhares de irmãos que todo ano padecem pela falta d'água”, destacou.

Seca extrema 

Dados do Monitor de Secas de Julho de 2025 mostram que, após sete anos, o Piauí voltou a registrar áreas em situação de seca extrema. O levantamento aponta que 22,2% do território do estado enfrenta nível crítico de estiagem, principalmente no Sudeste piauiense. 

Além disso, 62% da área do estado está sob seca grave, 14,5% em seca moderada e 1,3% em seca fraca, reflexo da persistência de chuvas abaixo da média nas regiões centro-norte, sudeste e sudoeste.

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