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Marcelo Castro chama voto impresso de 'bobagem' e diz que proposta não avança

Inclusão do voto impresso no novo Código Eleitoral passou na CCJ no Senado, porém, Castro diz que chance de prosperar é zero.

Marcelo Castro (Foto: Laura Cardoso/DitoIsto)

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou mudanças no Código Eleitoral, incluindo nele o voto impresso integrado ao sistema de votação eletrônico. O senador Marcelo Castro (MDB), relator do novo código, critica a proposta do voto impresso e diz ter certeza de que ela não prospera.

“Chance zero de prosperar. Seria um retrocesso muito grande. Essa não é pauta da sociedade brasileira, isso não interessa à sociedade brasileira. As urnas eletrônicas no Brasil têm quase 30 anos e nunca houve uma única comprovação de fraude. São absolutamente seguras as urnas eletrônicas. Isso é uma coisa criada por um grupinho pequeno que quer criar uma instabilidade, uma insegurança num lugar que não existe.”, argumentou o senador.

Os que defendem o voto impresso alegam que a medida vai servir para dar ainda mais segurança e confiabilidade ao processo de votação eletrônico, uma vez que, após votar na urna eletrônica, o eleitor poderá conferir o voto no comprovante impresso e depositar em uma outra urna. Esse processo garante que, em caso de necessidade, a votação possa ser auditada para saber se bate com o resultado da urna eletrônica.

Na avaliação de Marcelo Castro, esse modelo, se for instituído, só trará mais insegurança e instabilidade para o processo eleitoral, uma vez que meros inconformismos com o resultado das eleições poderão levar a incontáveis pedidos de recontagem de votos.

“É o contrário [não vai trazer mais segurança]. Você imagina como eles estão querendo: você vai para a urna eletrônica e vota como a gente vota hoje. Aí aparece um papel impresso para a pessoa conferir se o que está impresso foi do jeito que ele votou. Isso é uma bobagem, rapaz. Todo mundo já sabe que não tem questionamento quanto a isso. Aí se a pessoa desconfia, ou mesmo que não desconfie, vai dizer que quer a recontagem manual dos votos porque perdeu a eleição. Aí você vai contar mais de 100 milhões de votos no Brasil, abrir cada urna, passar um mês contando de um por um, dizendo esse aqui vale, esse não vale. Isso não tem fim. Vai criar uma instabilidade”, falou.

A expectativa é que a proposta do novo Código Eleitoral aprovado na semana passada na CCJ seja votado ainda esta semana pelos senadores no plenário do Senado. 

Veja o vídeo:

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