A Igreja de São Benedito, em Teresina, está prestes a ser declarada patrimônio cultural do Brasil. Um projeto de lei com esta finalidade, de autoria do deputado Flávio Nogueira (PT), foi aprovado na quarta-feira (13) na Comissão de Cultura da Câmara Federal. A proposta vai agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde pode ser aprovada em caráter terminativo, antes de seguir para o Senado.
O projeto teve como relatora a deputada Lídice da Mata (PSB/BA). Além de reconhecer a Igreja São Benedito como patrimônio cultural material, a proposta aprovada na Comissão de Cultura caracteriza os eventos, os festejos e as atividades culturais e religiosas da igreja como manifestações da cultura nacional.
Flávio Nogueira celebrou a aprovação do projeto. “A Igreja de São Benedito não ostenta o requinte e a opulência das construções religiosas erguidas, durante o Império, nas províncias mais ricas do Brasil, mas o templo piauiense carrega muita beleza e significado e merece ser reconhecido como patrimônio da cultura nacional”, disse.
O deputado enfatizou que o templo religioso se impõe na paisagem de Teresina há 151 anos, sendo presente na rotina da cidade, como palco de grandes celebrações religiosas, revelando a fé e, em especial, a devoção do povo ao santo padroeiro dos negros. Nogueira recordou que a construção da Igreja de São Benedito resultou de um movimento encabeçado pelo missionário capuchinho Frei Serafim de Catânia (1812–1887), um homem de fé, determinação e de muita sensibilidade social.
Hoje, restam em Teresina poucas construções contemporâneas da Igreja de São Benedito, como as igrejas do Amparo (1852) e das Dores (1865), além de alguns prédios públicos, como o Mercado Central (1854) e o Museu do Piauí (1859), antiga sede do governo provincial. Flávio Nogueira destaca que a Igreja de São Benedito é um lugar sagrado, onde as pessoas buscam paz, equilíbrio espiritual e uma conexão com Deus.
“Teresina cresceu e mudou muito. Mas os sinos da São Benedito continuam dobrando, diariamente, ao meio-dia, ecoando o som de um badalar familiar e afetivo para quem mora ou circula no Centro da cidade”, observou o deputado.







