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Deputado vota contra, mas Alepi aprova projeto que deixa servidores da Agespisa sem emprego

Gustavo Neiva apresentou emenda para que cerca de 250 servidores fossem realocados com a extinção da empresa, mas proposta foi rejeitada.

Gustavo Neiva (Foto: Laura Cardoso/DitoIsto)

A Assembleia Legislativa do Piauí aprovou na terça-feira (15) projeto de lei de autoria do Governo do Estado que extingue a Agespisa (Águas e Esgotos do Piauí), empresa cujos serviços foram entregues à iniciativa privada. Com a medida, cerca de 250 servidores que não aderiram ao programa de demissão voluntária (PDV) vão perder os empregos.

O deputado estadual Gustavo Neiva (Progressistas) apresentou uma emenda ao projeto de extinção para que esse grupo de servidores da Agespisa fosse realocado. Contudo, a emenda foi rejeitada. Após a votação, Neiva classificou a situação como “desumanidade” com os trabalhadores que vão ficar sem emprego.

“Na Agespisa, depois dessas demissões incentivadas, só existem 248 servidores. Muitos deles são concursados, que não têm ainda a idade de se aposentar. Então, aqui é uma questão de humanidade, uma questão de isonomia. Essas pessoas, a partir da sanção desta lei, vão perder os seus empregos, o seu ganha pão, o sustento das suas famílias. Com minha emenda eu quis apenas proteger esses servidores, dar o tratamento a eles como sempre o governo do PT fez com outras empresas que foram extintas”, protestou o deputado.

Gustavo Neiva explicou que em outras oportunidades onde os governos petistas no Piauí extinguiram empresas públicas, os servidores foram colocados à disposição da administração estadual através da Empresa de Gestão de Recursos do Piauí (Emgerpi), criada justamente para absorver trabalhadores das empresas liquidadas.

“O que nós propusemos foi um tratamento isonômico aos servidores da Agespisa, o que sempre o governo do PT fez quando extinguiu empresas. Aqui eu cito a Comdepi, a Cohab, a Ceasa. Nesses casos o governo protegeu os servidores, criou a Emgerpi, colocou esses servidores e, a partir daí, realocou para outros órgãos da administração pública. Então, nossa proposta é que eles fossem colocados à disposição da Emgerpi para que eles pudessem continuar prestando serviços ao estado do Piauí. Infelizmente a emenda foi rejeitada. Com isso, eu me coloquei contrário à aprovação dessa lei [da extinção da Agespisa] porque é uma desumanidade colocar 248 pais e mães de família para fora do serviço público.”, lamentou o deputado estadual.

Ele foi o único a votar contra o projeto.

Veja a entrevista do deputado:

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