O deputado estadual Fábio Novo (PT), derrotado na eleição para prefeito de Teresina em 2024, fez duras críticas nesta terça-feira (8) à prorrogação do decreto de emergência na saúde pública de Teresina. O decreto foi prorrogado pela segunda vez pelo prefeito Silvio Mendes (União) na última segunda-feira (7) e se estenderá até o começo de outubro.
Para Fábio Novo, Silvio teve tempo suficiente para planejar a gestão desde que ganhou a eleição, ainda no primeiro turno, em outubro de 2024. O deputado aponta que houve incremento de receitas na saúde e, por isso, sustenta ele, não há razão para tanta crise.
“Eu vejo [essa 2ª prorrogação] de forma irresponsável. Nós estamos com sete meses de gestão, tinha tempo para planejar. Até porque quem ganhou, ganhou dizendo com a voz mansa que sabia fazer, que tinha experiência. Então, está mostrando que não sabe fazer e que a experiência do passado não funciona. Quando se ganha a eleição em outubro, no primeiro turno, você tem outubro, novembro e dezembro para planejar. E tem os meses da gestão também. Quando você prorroga de novo uma situação de emergência na saúde, que tem incremento na receita, cheira mal para mim”, criticou.
Fábio Novo mencionou ainda que as compras no regime emergencial têm saído mais caras do que na modalidade normal. Segundo ele, já deu tempo o prefeito Silvio Mendes fazer uma grande licitação na saúde, em vez de insistir em decretos de emergência.
“Até maio a saúde de Teresina recebeu R$ 700 milhões. É R$ 100 milhões a mais em relação ao mesmo período do ano passado. Quando você faz de novo compras emergenciais, elas são dirigidas, eu posso dirigir para quem eu quiser, pode ter favorecimento e são mais caras, de 30% a 40% mais caras. Quando eu quero fazer certo eu faço a licitação, e já deu tempo para fazer a licitação. E quando você faz com pregão eletrônico, que é o que manda hoje a lei, geralmente cai 30% o valor”, argumentou o deputado do PT.
Assista a fala de Fábio Novo:







