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Flávio Nogueira vai presidir sessão na Câmara Federal pelos 190 anos da Alepi

Deputado federal faz resgate histórico da Assembleia Legislativa do Piauí para enaltecer importância da homenagem.

Flávio Nogueira (Divulgação/Assessoria)

Os 190 anos da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) serão celebrados em sessão solene, no dia 12 de agosto, na Câmara dos Deputados. A homenagem é fruto de uma iniciativa do deputado Flávio Nogueira (PT/PI) e dos outros parlamentares da bancada federal piauiense.

Conforme Flávio Nogueira, a sessão tem o objetivo de destacar a importância histórica da Alepi, que teve sua origem em 4 de maio de 1835, quando foi instalada, na vila de Oeiras (capital da província), a então Assembleia Legislativa da Província do Piauí. 

“A instalação do parlamento provincial fortaleceu a representação política dos cidadãos dentro da estrutura governamental piauiense”, observa o parlamentar. 

Em seu nascedouro, a Assembleia do Piauí era composta por 20 deputados, eleitos para um mandato de dois anos. A Casa legislativa estadual foi criada pela Lei Imperial Nº 16, de 1834. “A Alepi, ao longo da história, desempenhou bem seu papel institucional: criou as leis que regem o estado, procurando atender as demandas da pluralidade da população”, destaca Nogueira. 

Na avaliação do deputado, o parlamento estadual contribuiu para o ideal de participação social, dando voz à sociedade e abrindo caminho para a consolidação da soberania do povo piauiense. O primeiro presidente da Assembleia Provincial foi Manoel Pinheiro de Miranda Osório, quando o presidente da Província era Manoel de Sousa Martins. 

Primeira sede da Alepi (1835-1852), em Oeiras.

Em 1852, com a mudança da capital da província, a sede da Alepi passou de Oeiras para Teresina, funcionando, inicialmente, em instalações provisórias, até ganhar sede própria no prédio onde hoje funciona a Secretaria de Cultura do Piauí. Durante o Império, a Alepi teve 27 legislaturas. 

Regime republicano
Com a chegada da República, em 1889, o parlamento estadual ganhou nova denominação: Assembleia Legislativa do Estado do Piauí. Dois anos depois, em 1891, veio a primeira constituição piauiense, que vigorou por apenas um ano. Em 1892, seria promulgada a segunda constituição do estado, que definia um número de 24 deputados, em um mandato de quatro anos. O número de parlamentares permaneceu o mesmo na constituição estadual de 1935, mas aumentou para 32 membros na carta de 1947. 

Depois vieram mais duas constituições, que mantiveram o mandato de quatro anos: a de 1967, que estabeleceu o número de 42 deputados; e a de 1989 (em vigor), estabelecendo que o número de membros da Casa deve corresponder ao triplo da representação do estado na Câmara Federal. 

Sede da Alepi até 1985, onde hoje é a Secult

Fechamento na ditadura
Flávio Nogueira também recorda momentos difíceis para a Alepi, nos períodos de instabilidade política do país. Um deles durante o Estado Novo (1937 – 1945), quando a Casa foi fechada, assim como as outras assembleias legislativas estaduais. Mais tarde, em 1964, subjugada pela Ditadura Militar, a Assembleia cassou os mandatos de quatro deputados que se opunham ao novo regime: Deusdedith Mendes Ribeiro, Themístocles de Sampaio Pereira, José Alexandre Caldas Rodrigues e Celso Barros Coelho. 

“O fato representa um dos capítulos mais tristes na história do parlamento piauiense. Mas, com o fim da Ditadura Militar, em 1985, os ares democráticos voltaram a reinar na Alepi”, celebra o parlamentar petista. 

Nestes 190 anos, grandes nomes da política piauiense passaram pela Alepi, contribuindo para o bom legado e para o desenvolvimento do estado. Entre os ilustres homens públicos que ocuparam cadeira no parlamento estadual estão João do Rêgo Monteiro, o Barão de Gurgueia (1809–1897); Coelho de Resende (1841–1915) e Areolino de Abreu (1865–1908), atuantes na Alepi durante o Império.

Outros membros destacaram-se no período republicano, como Alberto Silva (1918–2009) e Petrônio Portella (1925–1980).

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