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João de Deus e as diferentes visões sobre os votos de Ciro e Júlio pela queda de Dilma

Dirigente do PT diz que petistas não podem apoiar Ciro Nogueira e cita impeachment de Dilma, que Júlio César também votou a favor.

João de Deus (Foto: Andressa Martins/DitoIsto)

Presidente do PT no Piauí, o ex-deputado estadual João de Deus entende que o senador Ciro Nogueira (Progressistas) rompeu duas vezes com os petistas. A primeira vez quando votou pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff em 2016. E a segunda quando deixou a base governista no Piauí em definitivo, em meados de 2020.

"O senador Ciro Nogueira foi eleito duas vezes com apoio do PT e as duas vezes ele rompeu com a gente. No primeiro momento ele rompeu apoiando o impeachment da presidente Dilma. Depois, na última reeleição dele, tão logo depois da eleição, ele anunciou oposição ao governo", mencionou.

Por esses motivos, João de Deus entende que não se pode admitir políticos do PT apoiando a reeleição de Ciro em 2026. No entanto, quando questionado sobre o fato de o deputado federal Júlio César (PSD) também ter votado a favor do impeachment de Dilma, João de Deus afirma que não há problema.

Para ele, o voto de Ciro contra o PT é diferente do voto de Júlio contra o PT. Um significou rompimento político com o projeto petista, o outro não. Júlio será candidato a senador em 2026 pela base do governo petista no Piauí.

“Não [há problema]. Porque o deputado Júlio César, no que pese ele ter tido algumas posições nesse sentido [contra o PT], mas eu defendo que a gente sente à mesa com ele.”, falou o ex-deputado.

João de Deus defende apenas que, antes de votar, é preciso chamar Júlio César e exigir dele apoio às pautas defendidas pelo PT. Segundo o dirigente petista, não dá mais para votar em alguém, sobretudo para cargos majoritários, sem definir uma pauta mínima de compromissos.

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