O presidente da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina (Arsete), Édson Melo, afirmou que o órgão avalia a possibilidade de pedir uma intervenção no serviço de abastecimento de água da capital.
A declaração acontece em meio às constantes reclamações de moradores sobre a falta de água em diferentes regiões da cidade. A agência é responsável por fiscalizar o contrato de sub concessão e os serviços prestados pela empresa Águas de Teresina, do grupo Aegea.
Durante a entrevista à Tv Clube na última quinta-feira (15), Édson Melo classificou a situação como injustificável e disse que o problema deixou de ser pontual.
“Nós estamos vivendo um período bastante conturbado, bastante problemático nesses meses em que o teresinense, com esse calor, consome mais água. Mas é injustificável essa falta de água, que agora não é mais só pontual. Está quase se generalizando e se espalhando por regiões da cidade. Então, nós temos conversado com a empresa, nós temos advertido, notificado, multado e, até agora, nada de resposta positiva por parte da empresa”, afirmou.
Sobre a possibilidade de intervenção, o presidente explicou que a proposta seria criar uma comissão permanente de monitoramento dentro da empresa, para acompanhar as medidas adotadas e verificar se as providências necessárias estão sendo cumpridas.
“Nós queremos ter uma comissão permanente dentro da empresa, comissão de monitoramento, para que a gente verifique quais providências estão sendo tomadas”, disse.
Segundo Édson Melo, moradores têm enfrentado dificuldades para realizar atividades básicas do dia a dia. “Chegam pessoas aqui dizendo que estão se mudando da casa deles, porque não chega água lá. Outros que dizem: ‘eu estou tendo que tomar banho num sítio de um amigo’”, relatou.
O presidente da Arsete contou ainda que a agência já advertiu, notificou e aplicou multas à Águas de Teresina, mas afirmou que a maioria das penalidades não é paga porque a empresa apresenta recursos. Sobre o contrato, afirmou que a concessão tem duração de 30 anos, com início em 2017, e que um eventual rompimento não seria uma solução simples.



