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Maioria dos deputados que trocaram oposição pelo governo teve queda na votação; dois perderam

Resultado mostra que, ao menos em termos de aceitação popular, a mudança de lado não conferiu vantagem aos parlamentares.

Assembleia Legislativa (Foto: Jailson Soares)

Dos deputados estaduais do Piauí que eram da oposição e aderiram ao governo de Rafael Fonteles (PT), apenas quatro disputaram a reeleição neste ano. Três viram suas votações diminuírem em relação ao pleito de 2022. Dois deles acabaram derrotados e não vão continuar no parlamento estadual na próxima legislatura.

Apenas Thales Coelho, que era do Progressistas e migrou para o PT, conseguiu um sutil aumento na votação. Saiu de 57.761 votos em 2022 para 58.887 em 2026.

Gracinha Mão Santa, que era crítica ferrenha do governo do PT e acabou se aliando, viu sua votação cair mais 60% de um pleito para outro. Foram 39.515 votos em 2022 e pífios 13.659 na tentativa de reeleição em 2026. Acabou derrotada, na 6ª suplência do MDB.

Gracinha, Gessivaldo e Marden viram suas votações despencar (Fotos: DitoIsto)

Gessivaldo Isaías, que trocou o Republicanos (à época na oposição) pelo MDB, partido aliado do governador Rafael Fonteles, também perdeu. Ele teve 29.216 votos em 2022, quando ficou na 1ª suplência e foi efetivado, se tornando titular do mandato em janeiro de 2025. Contudo, agora em 2026 teve apenas 16.017 e foi derrotado. É o 4º suplente.

Outro que também registrou queda significativa na votação foi Marden Menezes, que era do Progressistas e se filiou ao PSD, passando de crítico a defensor do governo do PT no Piauí. Marden teve 36.919 votos em 2022 e agora 32.135. Foi eleito no sufoco, conquistando a última vaga do partido já nos instantes finais da apuração dos votos.

Nem todos que mudaram de lado concorreram
Ao longo da legislatura, outros oposicionistas também aderiram ao governo do PT, mas nem todos disputaram à reeleição no pleito deste ano. Foi o caso de Wilson Brandão, que ainda permanece no Progressistas, mas se aliou a Rafael Fonteles, e a deputada Bárbara do Firmino, também do Progressistas, mas aliada do governo petista.

Breno a Bárbara tiveram votações iguais (Reprodução/Instagram)

No caso de Bárbara, o candidato neste ano foi o marido Breno Macedo (PV). Se comparadas as votações dela e dele, a quantidade se manteve a mesma de um pleito para outro. Bárbara teve 35.276 votos em 2022 e Breno 35.729 votos em 2026. Conseguiu se eleger.

Os números de todos eles mostram que, ao menos em termos de aceitação popular, a mudança de lado não lhes conferiu vantagem. A maioria saiu no prejuízo e quem não levou prejuízo ficou na mesma, praticamente sem apresentar evolução nas urnas.

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