Faltando poucos dias para a convenção governista no Piauí, marcada para 25 de julho, o PSB vive um cenário de indefinição e com a possibilidade de ficar de fora coligação majoritária do governador Rafael Fonteles (PT). A direção nacional da sigla, presidida por João Campos, pré-candidato a governador de Pernambuco, destituiu a antiga direção estadual e inativou o diretório, deixando o partido à deriva no Piauí.
Sem diretório regional formalizado, o PSB enfrenta obstáculos para oficializar sua participação na convenção que homologará a coligação governista liderada pelo Partido dos Trabalhadores (PT). O partido tem tempo de propaganda no rádio e na televisão e, se ficar de fora da chapa, fará a composição governista perder alguns segundos de programa eleitoral.
De acordo com informação obtida pelo DitoIsto com fonte do partido, a inativação do diretório socialista piauiense ocorreu porque a sigla não montou chapa de deputado federal, que era a única exigência do diretório nacional ao partido no Piauí. A inércia da direção local, até então comandada pelo secretário estadual de Planejamento Washington Bonfim, causou muito incômodo e fez a direção nacional adotar a medida mais gravosa.
A situação cria incerteza sobre a participação oficial da legenda na aliança do governador Rafael Fonteles e aumenta a expectativa por uma definição da direção nacional antes da convenção. Sem um desfecho, o PSB não apoiará, ao menos do ponto de vista formal, a reeleição do governador Rafael.
A situação do partido é vexatória, sobretudo quando se lembra que até alguns anos atrás o PSB teve um governador no Piauí – Wilson Martins – e era uma das maiores forças políticas do estado. Hoje, à beira da bancarrota, não tem sequer um diretório estadual ativo. Tudo por falta de planejamento de quem deveria saber planejar.





