O Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI), através da promotora de Justiça Emmanuelle Martins Neiva Dantas, instaurou um inquérito civil para apurar suposta conduta criminosa da Prefeitura de Jatobá do Piauí, no norte do estado. A portaria de instauração do inquérito foi publicada nesta segunda-feira (29.jun.) na edição do Diário Eletrônico do MP-PI.
O município de Jatobá do Piauí é administrado pelo prefeito Hilton Gomes, do PSD.
De acordo com a denúncia apurada pela Promotoria, a gestão municipal deixou de repassar ao Banco do Brasil as parcelas descontadas dos contracheques dos servidores municipais referentes a dois meses de 2025.
Em meados de dezembro daquele ano, a prefeitura de Jatobá decidiu encerrar o convênio com o banco e, a partir dali, teria repassado a responsabilidade dos pagamentos das parcelas diretamente aos servidores. Contudo, dois meses para trás ficaram pendentes.
A ausência de repasse dos descontos ocorreu nos meses de outubro e dezembro de 2025, totalizando quase R$ 80 mil em parcelas não enviadas ao banco.
O próprio Banco do Brasil confirmou a existência do débito. Em 6 de fevereiro deste ano, a instituição informou ao MP-PI que o montante não repassado pela prefeitura de Jatobá é de R$ 79.428,37, referente às parcelas descontadas em outubro e dezembro de 2025, no âmbito de convênio para concessão de empréstimos e financiamentos aos servidores municipais, com pagamento consignado em folha.
OUTRO LADO
Procurado pelo DitoIsto, o prefeito Hilton Gomes respondeu com um áudio de visualização única e negou que exista débito da prefeitura com o Banco do Brasil relacionado aos descontos dos consignados. Segundo ele, o município de Jatobá do Piauí deixou de ter convênio com o banco e, após isso, os próprios servidores ficaram responsáveis por efetuar os pagamentos dos seus empréstimos consignados.
“Não temos nenhum débito com o banco porque o município não tem mais esse convênio. O município optou por sair dessa responsabilidade, já que o próprio servidor pode estar efetuando esse convênio com o banco. Então, o município não tem débitos anteriores e nem atuais porque encerrou o convênio dos consignados com o banco. O servidor vai lá no banco e faz o seu convênio e o próprio servidor faz os seus pagamentos, sem interferência do município.”, argumentou o prefeito da cidade.
Apesar da explicação, o gestor terá que comprovar sua versão ao Ministério Público Estadual.





