O médico e pré-candidato a deputado estadual Vinicius Dias, filho do ministro Wellington Dias, anunciou nesta quarta-feira (20) a adesão de mais uma liderança política que apoiava outro candidato da base do governo do estado. Joaquim do Arroz, vereador mais votado do PT em Teresina nas eleições de 2024, trocou o atual deputado estadual Vinicius Nascimento (PT) pelo herdeiro do ministro e da ex-deputada Rejane.
Essa não é a primeira baixa que a pré-candidatura de Vinicius Dias provoca em deputados do próprio esquema governista. Ele já conquistou lideranças de Fábio Novo, de João Mádison e agora fisgou essa do xará Vinicius Nascimento. Só pra citar alguns.
Diante dos movimentos políticos a favor de Vinicius Dias, é impossível não lembrar das constantes queixas (muitas delas justas, deve-se reconhecer) de deputados governistas que vivem de criticar o deputado estadual Georgiano Neto (PSD), acusando-o rotineiramente de “invadir” bases dos colegas para cooptar apoiadores políticos.
E com Vinicius? Vai ter gente se queixando? Os deputados vão falar em invasão de bases?
Georgiano, sempre que é acusado de “tomar” lideranças dos colegas, se defende falando que ele não vai atrás de ninguém para tomar, mas os líderes o procuram querendo apoiá-lo. O argumento, seja lá verdadeiro ou não, nunca foi aceito pelos que se sentem afetados.
Vinicius Dias, pasmem, está usando a mesma justificativa. O problema é que há uma diferença enorme entre os dois. Enquanto Georgiano tem mais de uma década de mandato e é uma verdadeira “águia” para fazer política, o filho de Welligton não tem serviço prestado, nunca fez campanha, nunca articulou formação de grupo e tampouco conhece os municípios do Piauí. Por que, então, tantas lideranças o procurariam?
Para os deputados que ficam de calundu quando perdem lideranças, será complicado refutar os argumentos de Georgiano e passar pano para a justificativa do menino de Wellington Dias.







