A operação da Polícia Federal que mirou o senador Ciro Nogueira (Progressistas) nesta quinta-feira (7) é o principal assunto do noticiário nacional. A deflagração da quinta fase da operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master, aponta que o político piauiense teria atuado em favor e recebido vantagens indevidas do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Nos bastidores, a operação tem levantado diferentes versões. Veículos de imprensa como Metrópoles e CNN publicaram que a operação seria uma retaliação do Governo Lula após a dolorosa derrota do Palácio do Planalto na indicação do advogado-geral da União Jorge Messias, que foi rejeitado por maioria no Senado na semana passada. Messias tinha como um dos principais apoiadores o ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF que autorizou a operação desta quinta-feira contra Ciro.
Para políticos do Centrão, a atuação do senador piauiense na derrota de Messias pode estar por trás da ação policial que mirou o político do Progressistas e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador em Brasília e em Teresina.
Defesa questiona
A defesa de Ciro Nogueira questiona a consistência da operação. Segundo nota da equipe jurídica liderada pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, não há nenhuma prova concreta de envolvimento do parlamentar como "destinatário central" de favores financeiros pagos pelo dono do Banco Master.
"Medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas", diz a nota.
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