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Rejeição de Messias: Flávio Nogueira vê armação, mas diz que governo falhou e Lula 'caiu no alçapão'

Deputado avalia que faltou expertise das pessoas escaladas pelo governo para articular a favor de Jorge Messias.

Flávio Nogueira (Foto: Laura Cardoso/DitoIsto)

O deputado federal Flávio Nogueira (PT) comentou na manhã desta quinta-feira (30) a histórica derrota do governo Lula na votação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Messias foi rejeitado na noite da quarta-feira (29) no Senado por 42 votos a 34, o que não acontecia há 132 anos. 

Na avaliação de Nogueira, o processo que levou à derrota do governo foi uma “armação” que envolveu nomes do Congresso Nacional e do próprio STF. Ele vê relação do episódio com o escândalo de corrupção do Banco Master, em que políticos e integrantes do Supremo são suspeitos de envolvimento. Mas, apesar disso, o deputado entende que a articulação do governo Lula falhou e contribuiu com a derrocada do Planalto na votação.

“Faltou feeling das pessoas que são responsáveis por essa política do nosso lado do Governo lá no Congresso Nacional. Isso foi uma grande armação, de interesses vários, e fez com que o Congresso, principalmente o Senado, saísse vitorioso, impondo uma derrota política ao presidente da República. Mas isso tudo foi uma armação de pessoas interessadas que temiam que o Messias chegasse ao Supremo e se aliasse ao André Mendonça para dar continuidade e denunciasse todos os envolvidos do Banco Master. Ministros e muitos políticos desses que votaram, juntaram-se, independentemente de ideologia e de posições partidárias. Então o Lula eu acho que caiu no alçapão”, falou.

De acordo com Flávio Nogueira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), se aproveitou dos interesses dos variados personagens para mostrar a sua força ao Palácio do Planalto e ao próprio STF. Apesar da derrota governista, Nogueira entende que Lula não pode tencionar a relação, sob pena de piorar ainda mais o diálogo com o Congresso. Para o deputado, ainda há possibilidade de o governo reverter essa fragilidade e diminuir os efeitos da derrota até as eleições.

“Em política você não pode, de maneira alguma, fechar as portas. Porque senão fica pior. Tem que ter habilidade e fazer valer também o poder. Não é só habilidade. O Governo é muito grande e pode muito bem reverter isso aí. Todos nós sabemos que existem interesses. E o governo tem que ter uma melhor assessoria para conversar com essas pessoas que votaram ontem lá no Senado.”, finalizou o parlamentar.

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