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Deputado Flávio Nogueira defende cautela e debate responsável sobre fim da escala 6x1

Ele avalia que ninguém vai votar contra a redução da jornada de trabalho, mas diz que debate não deve ser apressado e precisa envolver classe empresarial.

Flávio Nogueira (Foto: Laura Cardoso/DitoIsto)

O deputado federal Flávio Nogueira (PT) avalia que a proposta que visa acabar com a escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de folga) vai ser aprovada, pois dificilmente algum parlamentar votará contra a redução da jornada de trabalho. No entanto, ele defende que uma matéria dessa natureza não pode ser aprovada de qualquer forma sem que antes haja um amplo debate com vários entes, inclusive com a classe empresarial.

“Isso, primeiro, tem que ser colocado em pauta para discussão. Porque, geralmente, quando há uma grande modificação em qualquer escala de trabalho, existe os contras e os prós. Se você ver, a maioria já é 5x2. Alguém trabalha dia de sábado? Poucas pessoas. Então, para que uma discussão assim tão ferrenha?”, questionou o deputado.

Na avaliação de Nogueira, não se pode pensar somente em um dos lados da moeda na discussão sobre a jornada de trabalho. Ele defende que também sejam pensadas alternativas para a classe empresarial, que gera empregos e renda para o País.

“Ainda vai ser discutido com os empresários, com a classe empreendedora. É importante a discussão. A toque de caixa não pode ser. Tem que conversar com a classe empresarial. De fato, será votado e eu acho que deputado nenhum vai ser contra essa alteração na jornada de trabalho. Mas deve ter alguma coisa que possa também estar adequando à classe empresarial.”, defendeu.

Flávio Nogueira citou outras grandes discussões sobre direitos de trabalhadores que mexeram com o País e que provocaram, à época, muita polêmica. Ele lembrou, por exemplo, a proposta de criação do salário-mínimo, quando muitos diziam que as empresas quebrariam e o País iria à falência, o que não aconteceu.

“Todas essas coisas que alteram algo do trabalhador tem essa discussão. Por exemplo: salário-mínimo. Quando foi criado foi uma confusão louca. Diziam que as empresas iriam acabar, que a economia do Brasil ia à falência. E foi o contrário. Então essas discussões sempre existirão. O Brasil não quebrou e não alterou a inflação à época.”, explicou.

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