O ex-secretário de Educação e pré-candidato a vice-governador do Piauí, Washington Bandeira (PT), foi questionado pelo DitoIsto sobre um procedimento investigatório aberto pelo Ministério Público Eleitoral. A ação apura denúncia de propaganda antecipada, uso indevido da máquina pública e abuso de poder administrativo para fins eleitorais, considerando a pré-candidatura de Bandeira ao cargo de vice-governador.
“As atribuições que desempenho estão todas previstas na lei e nos normativos. Então, está tudo regular.”, respondeu Bandeira.
O procedimento de investigação instaurado pelo procurador regional eleitoral Kelston Pinheiro Lages vai averiguar possível existência de crime, já que Washington Bandeira ocupa o cargo público de assessor especial do governador Rafael Fonteles (PT), enquanto participa ativamente de atividades considerados de pré-campanha eleitoral.
Um dos focos da investigação é o uso do próprio Palácio de Karnak, sede do governo estadual, para atividades supostamente de campanha, uma vez que Bandeira estaria utilizando de forma reiterada o ambiente institucional do Palácio, a agenda oficial e a visibilidade do cargo para realizar articulações políticas, reuniões com parlamentares e lideranças partidárias, e divulgar imagens em redes sociais associando sua imagem pessoal à estrutura governamental.
A investigação tem por base uma representação (denúncia) formalizada junto ao Ministério Público Federal (MPF). O MP Eleitoral notificou Washington Bandeira, concedendo prazo de 10 dias para que ele apresente a sua manifestação oficial sobre os fatos relatados na denúncia.







