O deputado federal Flávio Nogueira (PT) comentou na manhã desta quinta-feira (26) os conflitos na base aliada governista no Piauí, protagonizados nas últimas semanas por políticos do MDB e do PSD. Ele evitou polemizar sobre a briga dos partidos aliados, mas lamentou a falta de união e, sem citar nomes, disse que os atritos podem ter sido causados por quem muito procurou algo mesmo sem ter força para alcançar.
“São brigas, divergências deles. São rusgas pra lá. Eu posso até ter alguma ruga, mas não tenho rusgas com ninguém. Eu não quero de maneira alguma estar me imiscuindo-se com divergências de outros, porque o meu [partido] está tão bem, tudo azeitado na chapa aqui. Possivelmente vamos eleger cinco deputados federais. Mas lamento porque ali [no MDB e PSD] deveria ter tido concordância. Se houvesse isso, teria sido bom para todos. Mas, às vezes, aquilo que você procura muito sem ter força... Tem um adágio popular lá do sertão que diz o seguinte: se você não pode com o pote, não pega na rudia, ou rodilha. Eu sou um político que só avanço se eu puder.”, falou o deputado.
Nogueira avaliou que o ideal era o grupo ter montado chapas de uma forma que ninguém saísse levando vantagem sobre os outros aliados. Ele lembrou que foi justamente a desunião que levou o antigo esquema político de Lucídio Portella e Hugo Napoleão a sair do poder e nunca mais voltar no Piauí.
O deputado avalia que as divergências são um “bom prato” para a oposição, mas acredita que passado o prazo de filiações tudo vai se ajeitar, mesmo que seja com uns lambendo as feridas dos outros.
“Isso é um bom prato para a oposição. A oposição quer qualquer coisa para alardear, e deve ser mesmo assim, é o papel dela. Mas depois do dia 4 de abril vai estar todo mundo junto, com as suas feridas, uns lambendo as feridas. Porque senão, como é que vai atrás de voto? Tem que se reorganizar e eu acho que vai dar tudo certo no final. Acho também que o governador Rafael Fonteles, se permanecer como está, terá uma vitória retumbante, mas digo, dentro das probabilidades.”, projetou o deputado.
Ao ressaltar o termo probabilidade, Flávio Nogueira explicou que a matemática na política não tão exata como muita gente pensa. "A política é matemática, mas não aquela do 2 + 2 são 4. É aquela do campo das probalidades, que é um ramo da matemática, que quantifica as certezas e as incertezas de quem vai ganhar."







