O ex-deputado federal José Maia Filho, o Mainha, está convicto de levar adiante a pré-candidatura ao Governo do Piauí, mesmo consciente de que o favoritismo não está do seu lado. Depois de tentar viabilizar a candidatura ao Palácio de Karnak no PL, ele deixou o partido devido à divergências internas com a direção da sigla e buscou abrigo no Podemos.
Mainha faz oposição ao governo de Rafael Fonteles (PT) e tem feito duras críticas ao modelo de gestão empregado pelo petista no Piauí, embora tenha sido aliado no começo da administração de Rafael. O ex-deputado é um caso raro - em se tratando do Piauí - de político que optou por deixar um tranquilo cargo no governo logo no segundo ano da gestão para se aventurar no bloco oposicionista. Ele rompeu com Rafael em 2024.
A presença de Mainha na disputa pelo Governo do Piauí acontece 30 anos depois dele ter entrado na vida pública como prefeito da pequena cidade de Itainópolis, distante cerca de 350 km de Teresina, no semiárido piauiense. Em 1996, quando tinha apenas 22 anos, foi lançado na disputa pela prefeitura antes mesmo de concluir o curso de economia que fazia em Recife, capital de Pernambuco.
Mainha foi eleito com 3.276 votos, mais de 500 de maioria sobre o segundo colocado. Em 2000, foi reeleito prefeito da cidade com mais de mil votos de diferença.
No segundo mandato de prefeito, ele também foi presidente da Associação Piauiense de Municípios (APPM), posto que lhe deu projeção estadual, o que mais tarde o levaria à Câmara Federal. Mainha também colecionou revezes eleitorais, tanto em nível municipal quanto estadual. As vitórias e as derrotas o fizeram conhecer muito bem as glórias e os dissabores da política.
Hoje com 51 anos - na campanha terá 52 -, exatamente três décadas após sua primeira eleição em Itainópolis, Mainha acredita que pode surpreender e chegar ao Governo do Piauí. Nas redes sociais, passou a usar o slogan “Nós podemos”, em alusão ao próprio partido e à celebre campanha eleitoral de Barack Obama nos Estados Unidos em 2008, marcada, entre outras coisas, pela frase “Yes, we can!” (Sim, nós podemos!).







