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Lula comenta ação dos EUA na Venezuela em artigo no New York Times

Presidente defende multilateralismo, respeito à ONU e solução política liderada pelos venezuelanos.

 

Em um artigo publicado neste domingo (18) no jornal The New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e a “captura” do presidente do país, ocorridos no início de janeiro, representam “mais um capítulo lamentável da contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial”.

Artigo publicado no The New York Times

No texto, Lula critica o que classifica como ataques recorrentes de grandes potências à autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) e de seu Conselho de Segurança. Segundo o presidente, “quando o uso da força para resolver disputas deixa de ser exceção e passa a ser regra, a paz, a segurança e a estabilidade globais ficam ameaçadas”.

Ao tratar do tema da democracia, Lula reconhece que chefes de Estado ou de governo, “de qualquer país”, podem ser responsabilizados por ações contra a democracia e os direitos fundamentais. No entanto, ressalta que não é legítimo que outro Estado se arrogue o direito de fazer justiça.

Presidente Lula - Foto: Ricardo Stuckert/PR

“Em mais de 200 anos de história independente, esta é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos”., diz o presidem do Brasil. 

Lula afirma que a América Latina e o Caribe, com mais de 660 milhões de habitantes, têm seus próprios interesses e sonhos a defender e que, em um mundo multipolar, nenhum país deveria ter suas relações externas questionadas por buscar a universalidade. 

Em relação à Venezuela, afirma que o futuro do país, assim como o de qualquer outro, deve permanecer nas mãos de seu povo e completa dizendo que “apenas um processo político inclusivo, liderado por venezuelanos, levará a um futuro democrático e sustentável”.

Lula diz que o Brasil continuará trabalhando com o governo e o povo venezuelanos para proteger os mais de 1.300 quilômetros de fronteira compartilhada e aprofundar a cooperação bilateral. 

Ao falar sobre os Estados Unidos, afirma que Brasil e EUA são as duas democracias mais populosas do continente americano e que “unir esforços em torno de planos concretos de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir”. “Somente juntos podemos superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós”, declara Lula.

 

 

 

Da Agência Brasil 

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