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Presidente nacional do MDB afirma que o partido pode ficar neutro na eleição de 2026

Dirigente diz que sigla vai respeitar as decisões das suas lideranças regionais e que será permitido cada um apoiar quem quiser.

Dep. Baleia Rossi (Foto: Câmara dos Deputados)

O deputado federal Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, considera real a possibilidade de o partido não apoiar nenhuma candidatura a presidente da República das eleições de 2026. Em entrevista ao Estadão, publicada neste domingo (11.jan.), ele disse que a tendência é que o MDB adote uma posição de neutralidade. 

Baleia Rossi reconhece que o partido tem alas que defendem apoio a Lula (PT) e outras que defendem Flávio Bolsonaro (PL). Diante disso, ele diz que o partido vai respeitar as posturas individuais dos seus líderes nos estados, sem perseguir nenhum quadro por conta da opção que adotar na disputa presidencial.

“Independentemente da decisão do MDB, tanto a ala que pode apoiar o Lula quanto a que pode apoiar o Flávio (Bolsonaro), isso vai ser respeitado como uma posição individual, vai ser algo permitido. Nós não temos uma imposição, a decisão não é de cima para baixo. Não há perseguição ideológica. A gente sabe que nenhuma decisão vai ser unânime.”, falou.

O dirigente emedebista é simpático à ideia de um candidato mais ao centro, ou seja, nem Lula nem Flávio Bolsonaro. Na entrevista ele citou os nomes dos governadores Ratinho Júnior e Eduardo Leite, ambos do PSD, mas deixou aberta a possibilidade de cada líder do partido tomar sua decisão, conforme as realidades regionais.

"O MDB é diferente dos outros partidos, porque não tem dono. É um partido democrático e exerce a democracia interna em todas as grandes decisões. O partido tem diferenças regionais. Sabidamente, o Nordeste é mais pró-governo. Metade do Norte também. Centro-Oeste, Sul e Sudeste são mais contra uma aliança com o PT. Agora, essas diferenças vão ser discutidas [...] E existe essa possibilidade de o partido nacionalmente não apoiar nenhuma  candidatura, para que cada Estado possa ter um posicionamento mais condizente com a sua realidade.", explicou.

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