O deputado estadual Francisco Limma (PT) detalhou nesta quarta-feira (17.dez.) alguns pontos de uma reunião da Executiva do partido com o governador Rafael Fonteles, realizada em Teresina há algumas semanas. Limma confirmou que no encontro o chefe do Palácio de Karnak apresentou sua preferência pelo secretário de Educação Washington Bandeira como candidato a vice-governador nas eleições de 2026.
Diante disso, o parlamentar admitiu que lideranças petistas fizeram ponderações ao governador sobre o nome de Bandeira. Segundo Limma, ninguém no partido questiona a capacidade do secretário de Educação como gestor, porém, há desconfiança sobre como seria a desenvoltura dele no campo político-eleitoral.
“Foram levantados perfis, discussão sobre perfis. Tipo assim: nós reconhecemos o trabalho dele [Washington Bandeira] como gestor, mas como é ele na política? Fizemos esse questionamento que é normal. Isso é feito com muita maturidade. Não se trata de uma afronta [ao governador], se trata de um debate para que haja, inclusive, um processo de convencimento de todas as partes. O PT faz esses debates, desde o processo interno até na relação externa.”, explicou o deputado.
Rafael pode recuar?
Questionado se acredita que o governador ainda pode recuar da escolha de Bandeira devido às resistências de segmentos do PT, Limma disse que sim. O deputado classificou Rafael de “homem inteligente e racional” e que, por isso, ele pode mudar de posição.
“O governador é um homem inteligente e racional, muito racional, que não tem receio de externar o que pensa e nem as vezes de mudar de posição quando é necessário. Então, eu acredito muito nisso. A gente está vivendo um tempo em que o debate num e ter ganhador e perdedor, mas sim o que é melhor naquela conjuntura. As vezes você está aqui e compreende que a situação é uma, daqui a seis meses a conjuntura pode ser outra. Então a gente precisa compreender.”, falou o parlamentar petista.
Pode mudar até a chapa de senador
Ao dizer que acredita na possibilidade de Rafael mudar de ideia sobre a vaga de vice, Limma deixou escapar que até mesmo a chapa governista de senador pode mudar daqui para a eleição. Ele conjecturou um possível cenário em que a conjuntura nacional exija um candidato a senador do PT.
“Daqui a seis meses a conjuntura pode ser outra. Por exemplo: se a nível nacional vier toda uma pressão para que se trabalhe a eleição de dois senadores, e eu acredito que é possível a gente eleger os dois senadores, mas se de repente não for, e aí surge outra coisa. Então tudo isso é conjuntura. A política não é coisa estática e seis meses na política é uma eternidade. Existe uma máxima que depois do Carnaval é que se começa o ano eleitoral.”, finalizou o deputado lançando dúvidas no ar sobre a chapa majoritária.
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