O deputado estadual Fábio Novo (PT) passou o dia usando as redes sociais para repercutir a operação policial Carbono Oculto 86, que desarticulou uma rede de postos de combustíveis no Piauí suspeita de lavar dinheiro para a facção criminosa PCC. Nas publicações, o petista buscou vincular os fatos revelados com o mundo político.
Em uma das postagens, Novo diz que nos últimos dias da eleição municipal de 2024 em Teresina pacotes [de dinheiro] irrigaram as campanhas de vários candidatos a vereador. Ele não cita nomes.
“Nos 15 dias finais da eleição passada, pacotes irrigaram muitas eleições de candidatos a vereadores em Teresina! O irmão do senador compartilha o mesmo endereço dos postos lacrados.”, diz trecho de uma postagem do petista em que ele tenta vincular o o grupo do senador Ciro Nogueira (PP) com os fatos investigados.
Em 2024, Fábio Novo disputou a prefeitura de Teresina e perdeu para Silvio Mendes (União Brasil) ainda no primeiro turno. Após a derrota, ele culpou vereadores, inclusive de sua própria base, de não terem casado os votos com o candidato majoritário.
Politização
Durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (5), o secretário de Segurança Chico Lucas foi questionado sobre eventuais elos de políticos com os fatos investigados e, ao menos publicamente, rechaçou a politização das investigações.
“Fazemos questão de frisar que a nossa atuação do MP e da polícia é em combate ao crime organizado, principalmente da sua infiltração no mercado de combustíveis. As vontades e paixões políticas ficam para outro lado.”, falou Chico.







